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Tea-Time - Parte VII

Foto do escritor: Eva RibeiroEva Ribeiro

Destemidamente saboreio o membro erecto e pujante de Artur enquanto, ao mesmo tempo, a língua de Sueli se diverte vagarosa, mas eficientemente, numa dança entre os meus lábios e o meu clitóris. Perdi-me entre o prazer que dava e recebia e perdi-me porque estava no limiar do orgasmo e, ao mesmo tempo, a trilhar um caminho que sabia não ter retorno. Sim, desde tenra idade, a mãe sempre me ensinara que não deveria aproximar-me demasiado dos empregados, ou seja, ser próxima, mas manter a distância necessária para saber pedir, mandar, orientar e corrigir. Naturalmente estava a quebrar as regras todas, as que conhecia e as que desconhecia, mas que naquele momento nem sequer queria pensar, nem numas, nem nas outras. Senti que naquele momento estava irremediavelmente perdida, mas contentei-me por saber que estava acompanhada nesta minha travessia. Sim, Sueli e Artur eram meus cúmplices e tão ou mais culpados que eu. Mas naquele momento não me apetecia estar com divagações desta índole, apetecia-me entregar àquele prazer desconhecido, mas que por alguma razão me parecia familiar, não pelo prazer em si, mas pelo que a situação limite em si me fazia sentir.

- Menina Carolina…. – Sussurrou a custo Artur enquanto via o seu pénis sair molhado da minha boca. - …A sua mãezinha deve estar a precisar de nós. – Disse ele tentando manter a postura que eu lhe conhecia. Ignorei-o por completo e continuei a lamber sofregamente aquele membro cada vez mais sofregamente, deleitando-me ainda em sentir aquela língua quente, cada vez mais gulosa a explorar a minha vagina, enquanto ia sentindo um dos dedos de Sueli penetrarem-me, sem reservas, mas com a certeza de que iria precipitar ainda mais o meu orgasmo.

- Hmmm….Sueli….não pares…assim….ohhhhhh. – E venho-me pela primeira vez, sentindo por completo o prazer que aquela mulher me dava. - Quer mais? – Perguntou-me ela, ao que assenti de imediato ainda nem tendo recuperado o fôlego. E com a sua ajuda, colocando-me um dos meus dedos sobre o meu clitóris, obrigou-me a movê-los ao sabor do meu prazer, abandonando-me de seguida para se aproximar, sem hesitação de Artur.

E sem perder a pose, mantive o mesmo tom de comando que anteriormente tinha norteado a minha atitude e desta vez, inverti o jogo e foi para Sueli que me dirigi: - Abusa dela Artur, mas com uma condição: pensa que sou eu. – Disse-lhe e de imediato, para quase no mesmo instante ver o filme desenrolar-se à minha frente. Ele encosta-a brutalmente contra o lavatório, vergando-lhe o corpo de forma a que ele se moldasse a si para depois a foder com vontade, determinação e desejo. - A pensar nela cabrão ou na Senhora? – Perguntou Sueli, mas de forma a que eu pudesse ouvir e, mal sabendo ela que isso me iria excitar.

E nesse momento não me limitei a ficar sentada a masturbar-me na cadeira onde anteriormente repousava, enquanto os via moverem-se descontrolada e ritmadamente, levantei-me e aproximei-me deles, semi-despida e coloquei-me propositadamente em frente a eles, tendo sido encostada à parede lateral que aguardei que a minha presença fosse o rastilho para o orgasmo de um e de outro....e que não tardou.

Pouco depois a voz da mãe ouvia-se ao longe, ora chamando por um ou por outro e foi apenas isso que nos trouxe de volta, pelo menos desta vez.


 
 
 

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