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Tea-Time - Parte VIII

Foto do escritor: Eva RibeiroEva Ribeiro

- Artur! Sueli! – Ouvia a voz da mãe ao longe, mas foi o pretexto que Artur teve para se

escapulir dali, sem olhar para trás, dizendo-me apenas:

- Hoje tu não me escapas. – Fiquei estarrecida com a confissão, com o que significava e o meu

sorriso comprometido encontrou o olhar perverso de Sueli.

Com relativa facilidade recompusemo-nos rapidamente e Sueli voltou novamente a sua

atenção sobre mim, começando a tarefa que a tinha levado até ali: arranjar o meu cabelo para

o jantar daquele dia.

Nisto a mãe entrou e sorriu ao ver-me de cabeça reclinada sobre uma bacia enquanto Sueli me

massajava o cabelo com o champô.

- Precisa de alguma coisa minha Senhora? – Perguntou Sueli virando-se para ela.

- Precisava sim, mas estás ocupada com a menina Carolina. Vou pedir uma mãozinha ao Artur.

Sabes onde ele está? - Perguntou a Sueli muito prontamente.

- Não sei minha Senhora, até pensei que estivesse consigo….

- Bem, sendo assim vou procurá-lo. Se entretanto o virem, peçam para ele ir ao meu encontro

pois preciso dele.

- Com certeza mãe.

- Claro que direi, minha Senhora.

E a mãe saiu, fechando a porta atrás de si e deixando-nos de novo sozinhas. Nenhuma das

duas queria quebrar aquele silêncio que se instalara depois do que sucedera naquele espaço,

mas foi Sueli que o fez.

- Vamos espreitá-los? – Sugeriu ela, lançando-me novamente o olhar que eu tinha visto há

momentos.

- Mas para onde foram? – Perguntei-lhe sem rodeios.

- Devem estar na garagem. A esta hora é o único local onde não vai ninguém e ela sabe que é

lá que o Artur costuma estar a maioria das vezes. Aliás é lá que eles costumam encontrar-se. –

Contou-me num misto de ciúme e excitação que eu já tinha deixado de compreender.

E sem grandes delongas coloquei uma toalha em volta do cabelo e saímos as duas dali num

ápice, como se nos tratássemos de duas fugitivas. Pouco depois já tínhamos percorrido o

corredor que dava acesso à garagem e foi Sueli que se antecipou e entreabriu um pouco a

porta para ver o que se passava do outro lado. Trincou o lábio e percebi que o seu corpo

voltava a reagir à visão de Artur com outra mulher e eu percebi que já identificava esses sinais:

a respiração mais ofegante, os mamilos duros quase a quererem romper o tecido fino do

vestido, os lábios que se entreabriam…e percebi outra coisa, percebi que reagia ao mais

simples: ao prazer de ver outros terem prazer.

Dentro da garagem a mãe estava sentada numa escada de ferro envelhecida, com o seu

vestido rodado completamente subido, de pernas ligeiramente entreabertas, enquanto se

deliciava com uma língua devoradora que sorvia a sua vagina com genuíno prazer. Enquanto

aquela língua a devorava e a fazia contorcer-se de prazer, o vestido teimava em também

descair, deixando a descoberto dois seios redondos e fartos e que ele apertava com força,

enquanto ela gemia e arfava sem contenção. Não imaginava a mãe naquela condição, naquela

entrega tão vulgar, tão mundana, tão primitiva, mas estranhamente entendia.

E o mais estranho aconteceu quando Artur olhou na nossa direcção e viu-nos a ambas. Eu não

sabia se deveria ficar ou fugir e foi Sueli que me segurou a mão e me disse, com a mesma voz

de comando que eu anteriormente usara.

- Faz-me vir…quero…

E eu simplesmente obedeci e confessei-lhe o que ela já sabia:

- Hmmm….hoje é ele que me vai foder….e tu sabes e vais ver-nos.

- Vou. – E dizendo isto vi-a fechar os olhos quando sentiu a minha língua lamber um dos

mamilos enquanto a minha mão a acariciava por cima das cuecas.

- Abre os olhos…ele está a fodê-la…vê.

E ela viu e sentiu tudo e eu perdi simplesmente a conta aos orgasmos que ela teve.

Algumas horas depois os convidados chegaram e eu tinha-me vestido a rigor: um vestido

vermelho e preto, umas meias de liga escuras e a lingerie…essa esquecera-me dela

propositadamente. Já todos se encontravam sentados e Artur, como habitualmente acontecia

em jantares que a mãe dava, estava formal e impecavelmente vestido e a ajudar Sueli a servir

o jantar. Quando se aproximou de mim para me servir o vinho não resisti em dizer-lhe ao

ouvido:

- Esqueci-me da lingerie, espero que não te importes. Afinal é só para foder, verdade?

- Sim, menina Carolina é para já. – Disse-me disfarçando o embaraço que a minha pergunta

provocou.


 
 
 

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