top of page

Tea-Time - Parte XI

Foto do escritor: Eva RibeiroEva Ribeiro

E ele não esperou mais tempo, veio na minha direcção e encostou-me bruscamente ao carro que captava a sua atenção antes de eu ter chegado. Não proferimos qualquer palavra, mas eram desnecessárias pois os gestos preenchiam o vazio que estas poderiam deixar.

Um beijo no rosto e que se encaminha para os meus lábios arrepia-me, pelo calor que me transmite…e quando os lábios dele tocam os meus o meu corpo rende-se à intensidade que ele imprime no beijo e que termina quando a sua língua procura e se enrola na minha…até ao ligeiro trincar de lábio com que me brinda antes de descer para o meu pescoço. Quase me falta o ar e ainda agora começamos.

Desce a alça da minha camisa de noite e depois a outra…e nesse momento afasta-se de mim e observa-a a deslizar sobre o meu corpo e a cair no chão, deixando o meu corpo nu à mercê do seu toque. Num ápice vejo a camisa dele cair no chão e as calças descerem, depois os boxers….e pouco depois também ele se encontra nu à minha frente e sem conseguir esconder o desejo que sente por mim. E preparava-me para me aproximar quando ele me surpreende com a abertura da porta do carro. Deita-me no banco traseiro, mergulhando, sem reservas, no meio das minhas pernas, lambendo-me os lábios da vagina demoradamente até ser o meu clitóris que a sua língua descobre. Lambe, trinca, toca….enquanto me penetra com um dos seus dedos. Quase enlouqueço com o toque dele…e gemo loucamente.

- Shhh. Vão ouvir-nos assim. – Ele adverte-me.

Aperto os seios e acaricio, ao mesmo ritmo das carícias dele, cada um dos mamilos, sentindo-me demasiado perto do orgasmo que ele propositadamente interrompe quando sobe por mim e me enfia o pénis dentro da boca, obrigando-me a lambê-lo e chupá-lo até o deixar naquele ponto em que ele me deixara a mim…. Já não consigo pensar…quero mais…

Ele senta-se no banco onde estávamos deitados e aguarda que o monte, como outrora o fizera. E vejo-o completamente rendido ao prazer que sente por ter o pénis dentro de mim e ao ver o meu corpo bambolear-se provocadoramente ao ritmo do prazer.

Nenhum dos dois diz qualquer palavra, mas o olhar dele não mente…fixo em mim, nos cabelos que me pendem pelo corpo e se movem com ele, pelos seios que balançam ao ritmo dos movimentos que já nenhum dos dois controla. E deixo-me ir até ser assolada por um orgasmo avassalador e que me faz estremecer dos pés à cabeça e precipita o dele. A cabeça dele reclina-se sobre o assento e é um suspiro profundo de satisfação que ouço. Abandono o carro e deixo-o ficar, sem lhe dirigir qualquer palavra, não porque queira, mas sim porque acho que é assim mesmo que as coisas devem ficar….em silêncio.

Quando regresso ao quarto Sueli, desta vez pela porta do quarto, esquecendo por completo se o chão faz mais ou menos barulho à minha passagem, encontro-a a dormir tranquilamente. Se ela soubesse…. E antes de adormecer puxo pelo cordel acetinado que une a camisa de noite de Sueli e contemplo o seu corpo nu….as formas que a camisa não escondia, mas que eu queria ver melhor. Masturbo-me e adormeço pouco depois. De manhã acordo sozinha na minha cama e Sueli já lá não se encontra. Chamo por ela, mas não obtenho qualquer resposta. Deixo-me ficar debaixo dos lençóis, presa ao que sucedera na noite anterior, até a ver aparecer com o meu pequeno almoço. - Bom dia menina Carolina. - Bom dia Sueli. - Foi pena ele não ter aparecido ontem. Tinha-se divertido muito. – Diz-me ela passando-me o tabuleiro com o meu pequeno almoço. - Pois foi. Deve ter adormecido. – Minto, mas a minha alma regozija-se com a perversão que a minha mentira envolve.

E o jogo começa……..


 
 
 

Comments


bottom of page