
“….continuámos a caminhar nas ruas do Cais do Sodré, entre risadas e outras cumplicidades que acabavam por nos fazer parar em plena rua e esquecer que mais alguém poderia estar por perto. E uns bons metros à frente, já um pouco distantes da zona dos bares, vi a silhueta de uma mulher sozinha encostada a um prédio já envelhecido, de cigarro na mão. Chamei a tua atenção e tu viste-a tal como eu já a vira instantes antes. Abrandamos o passo e sem qualquer premeditação, avançamos lentamente na sua direcção, invertendo o jogo dela e passando ela de predadora a presa. Mal nos viu sorriu perversamente e lançou sedutoramente o fumo do cigarro para cima de nós, aceitando a nossa invasão e desafiando-nos ao mesmo tempo. Entreolhamo-nos, quase que para confirmar o passo seguinte, mas nenhum dos dois teve a menor dúvida de qual seria depois deste breve momento. - Vocês… - Disse ela, colocando de novo o cigarro na boca e sorvendo-o. - Nós… - Digo eu e ela olha para um e para o outro divertida. E nisto eu dou um passo na direcção dela e, sem qualquer reserva, fico propositadamente a apenas uns centímetros do corpo dela, inalando o seu perfume fresco recentemente colocado, talvez para encobrir outros cheiros, mas que acaba por não conseguir mesmo assim apagar o odor a sexo. Ela apaga o cigarro e fita o meu olhar por momento e vê-me percorrer o seu corpo terminando nos lábios, que quero beijar. Quero medir forças com ela e ver como reage à minha presença.
Trinco o lábio e ela puxa-me para si e os lábios dela repousam nos meus, com urgência e leveza, ciente de que seria o primeiro movimento, mas o que abriria a porta para o resto. E enquanto o beijo se intensifica, sinto-te aproximar de nós, dela. Abres-lhe o casaco e por baixo do casaco quente que ela trazia, o top vulgar de cor escura aparece. Baixas uma das alças sem retirar o casaco dela e arrastas o soutien de cor clara com esse movimento, deixando o seio dela a descoberto, retesado pelo frio e pelo teu toque. Toque que se intensifica quando a tua língua se mistura neste interlúdio e explora o mamilo endurecido pela tua carícia. Afasto-me ligeiramente, deixando-te a ti liderar a dança que comecei e que ganha forma quando lhe desces a outra alça deixando a descoberto o outro seio com a urgência e sofreguidão que eu já esperava. ……”
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