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Tea-Time - Parte I


- Sueli. – Ouço a minha mãe chamar pela criada que apesar de bastante nova, já habitava em nossa casa há pelo menos três anos. Ela vem prontamente com aquele seu ar submisso, típico de quem está permanentemente disposta a cumprir e a fazer qualquer tarefa que lhe seja pedida e fá-lo, pelo menos até hoje sempre o fez. Aquele ar de submissa sempre me intrigara, mas os meus 21 anos não me deixavam espaço para muito mais do que uma curiosidade em perceber se ela era genuinamente assim ou se era apenas assim porque trabalhava lá em casa e trabalhava para a minha mãe. - Sim, minha senhora. – Ouço-a dizer e aguardar pelo pedido da minha mãe. - No próximo fim de semana vamos receber cá em casa uns amigos e precisava que se ocupasse um pouco mais do espaço exterior da casa. Pedirei também ajuda ao Artur… – Dizia, referindo-se ao caseiro. – mas preciso de um toque seu e de bom gosto, claro. - Assim farei minha senhora. – Diz educadamente, ausentando-se pouco depois.

Nos dias seguintes apercebi-me que entre as tarefas domésticas a que habitualmente se dedicava, Sueli também se ocupava do espaço exterior, precisamente como a minha mãe havia solicitado. Eu mantive-me por casa e por perto, até porque o sol convidava a algumas sestas no jardim, abrigada pelas árvores, perdendo-me em breves ou longas leituras enquanto ia vendo, quer o Artur quer a Sueli ocupados em deixar aquele espaço ainda mais aprazível do que estava. A mãe tinha este velho costume de querer receber bem e de ter tudo sempre impecável, mas a verdade é que para mim o jardim, atrás da casa, era perfeito e era perfeito exactamente com os pormenores que tinha, mas para a mãe nunca era suficiente. E naqueles dias antes do fim de semana eram raros os dias em que os meus olhos não se fechavam, no entanto num desses dias em que apenas dormitava ouvi algo que não me deixou dormir como habitualmente.

Atrás de uma das árvores maiores do jardim estava Artur e Sueli, perfeitamente escondidos para quem entra no jardim, mas visivelmente expostos a mim. Artur era um homem jovem, rude, de tez queimada pelo sol, mas de cabelo claro e desalinhado, em contrapartida Sueli, que devia ter sensivelmente a minha idade, era uma mulher quente, selvagem e que apesar das feições delicadas, o cabelo curto e desalinhado davam-lhe um ar rebelde que contrastava com a submissão a que eu estava habituada. As ferramentas de Artur estavam pousadas no sopé da árvore e Sueli segurava, com dificuldade, uma jarra de cor na mão, enquanto se deleitava em sentir a língua de Artur lamber-lhe o sexo que lhe oferecia, sem pudor, tendo para isso apenas subido ligeiramente a sua saia comprida. Os gemidos dela eram praticamente inaudíveis, mas os meus sentidos estavam demasiado alerta para não os ouvir. - A menina ainda vai acordar Artur. – Dizia ela, entre gemidos, enquanto ele ignorando os seus falsos lamentos se ergueu e a obrigou a vergar-se perante si, como uma verdadeira submissa, encarnando o papel que eu já conhecia, mas desta vez para lamber com vontade aquele pénis erecto e faminto que despontou das calças, mal ela as desabotoou. - Sueli. – Ouvi a voz da minha mãe a chamar por ela na porta de acesso ao jardim. – Sueli.

E contrariamente ao que esperava, nenhum dos dois se pareceu incomodar com a voz da minha mãe, até parecia que era algo a que estavam acostumados e fiquei com a clara sensação que aquele episódio já tinha decorrido outras vezes. Entretanto a minha mãe cansou-se de esperar e regressou ao interior da casa. E quando isso aconteceu reparei que Sueli já se encontrava de costas voltadas para Artur, com a saia subida, a blusa ligeiramente desabotoada e apoiada na árvore que tão bem os escondia.


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