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Acordei na manhã seguinte já sem Sueli ao meu lado, mas com a lembrança das suas mãos
bem presentes no meu corpo. Tinha sido muito bom e tinha-me feito dormir como um bebé,
como diria a mãe. Tomei um duche rápido e também aí as minhas memórias recuaram à noite
anterior…lembrava-me do desejo dele, mas tinha sido o corpo e a sensualidade de Matilde que
mais marcas tinham deixado.
- Carol? – Ouvi-a chamar.
- Estou na casa de banho. – Digo mais alto e apercebo-me dos seus passos pelo quarto até
entrar na casa de banho.
- Posso espreitar? – Diz ela quando chega bem perto da cortina que cobre a banheira em tom
retórico. Não espera sequer pela minha resposta e abre um pouco a cortina e olha para mim
de cima a baixo e depois perversamente pergunta-me: - Vais demorar?
- Não, estou a terminar. Queres esperar por mim? – Pergunto eu, enquanto ela continua a
olhar-me sem qualquer pudor.
- Sim, posso esperar. E enquanto espero queres que escolha o que vais vestir ou já tinhas algo
em mente? – Perguntou-me.
- Uma boa ideia. Mas quero que escolhas também a roupa interior. – Pedi, sabendo que ela iria
demorar mais tempo por causa deste pequeno pormenor.
- Está bem. Vou escolher. – Disse saindo da casa de banho e caminhando na direcção do
quarto para escolher a minha roupa.
Entretanto saí da banheira, para depois enxaguar o meu corpo e passar nele um creme
perfumado, deixando para último o cabelo. Saí da casa de banho propositadamente com um
robe fino sob o corpo nu, entreaberto e fui ao encontro de Matilde que me parecia já ter feito
a sua escolha.
- Este vestido é muito bonito e hoje o tempo está fantástico. Eu sei que é um pouco decotado,
mas acho que isso não é problema. Que te parece? –
Perguntou ela, olhando para mim de novo com aquele olhar perverso depois de ver como eu
estava vestida.
- Parece-me muito bem e para roupa interior o que escolheste? – Perguntei, sentando-me na
cama com o robe um pouco mais aberto propositadamente.
Matilde olhava para mim, mas o olhar já a denunciava.
- Estas calcinhas rendadas de cor clara e este soutien da mesma cor parecem-me muito bem.
Adoro rendas e as transparências são…vão ficar-te bem.
- Achas? – Perguntei eu agora claramente a querer provocá-la.
- Veste para eu ver. – Pediu-me ela.
E despi o robe, ficando de novo nua à sua frente, para depois experimentar uma e outra peça,
ficando a olhar para ela depois. Virei-me para ela e exibi a lingerie, vendo-a quase no mesmo
instante trincar o seu lábio. Sem dizer mais nada peguei rapidamente no vestido que ela
escolheu e comecei a vestir-me, mas não evitei dizer-lhe.
- Percebi pela tua expressão que ficaste sem palavras, por isso depois de me vestir acho que
podemos ir tomar o pequeno-almoço.
Matilde engoliu em seco e desta vez foi ela que vi tentar fugir-me.
- Acaba de te vestir que eu vou descendo. – Disse ela caminhando para a porta.
- Estás a fugir? – Perguntei sem medo, mas cheia de confiança na voz.
- Eu? De quê? – Perguntou perfeitamente intimidada e com a voz trémula.
- De mim…. – Digo sem rodeios.
- Que ideia a tua! – Diz-me ela. – Porque iria fugir de…de ti? – Perguntou ela sem saber como e
o que responder.
- Porque queres tocar-me e não sabes como…porque me desejas e não sabes como me
dizer…e o que fazer…e agora que já sabes e que eu estou pronta, podemos ir juntas tomar o
pequeno-almoço. Que te parece?
- Parece-me que é melhor. – Diz-me ela sem sequer me contrariar.