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Tea-Time - Parte XVIII

Foto do escritor: Eva RibeiroEva Ribeiro

Acordei na manhã seguinte já sem Sueli ao meu lado, mas com a lembrança das suas mãos

bem presentes no meu corpo. Tinha sido muito bom e tinha-me feito dormir como um bebé,

como diria a mãe. Tomei um duche rápido e também aí as minhas memórias recuaram à noite

anterior…lembrava-me do desejo dele, mas tinha sido o corpo e a sensualidade de Matilde que

mais marcas tinham deixado.

- Carol? – Ouvi-a chamar.

- Estou na casa de banho. – Digo mais alto e apercebo-me dos seus passos pelo quarto até

entrar na casa de banho.

- Posso espreitar? – Diz ela quando chega bem perto da cortina que cobre a banheira em tom

retórico. Não espera sequer pela minha resposta e abre um pouco a cortina e olha para mim

de cima a baixo e depois perversamente pergunta-me: - Vais demorar?

- Não, estou a terminar. Queres esperar por mim? – Pergunto eu, enquanto ela continua a

olhar-me sem qualquer pudor.

- Sim, posso esperar. E enquanto espero queres que escolha o que vais vestir ou já tinhas algo

em mente? – Perguntou-me.

- Uma boa ideia. Mas quero que escolhas também a roupa interior. – Pedi, sabendo que ela iria

demorar mais tempo por causa deste pequeno pormenor.

- Está bem. Vou escolher. – Disse saindo da casa de banho e caminhando na direcção do

quarto para escolher a minha roupa.

Entretanto saí da banheira, para depois enxaguar o meu corpo e passar nele um creme

perfumado, deixando para último o cabelo. Saí da casa de banho propositadamente com um

robe fino sob o corpo nu, entreaberto e fui ao encontro de Matilde que me parecia já ter feito

a sua escolha.

- Este vestido é muito bonito e hoje o tempo está fantástico. Eu sei que é um pouco decotado,

mas acho que isso não é problema. Que te parece? –

Perguntou ela, olhando para mim de novo com aquele olhar perverso depois de ver como eu

estava vestida.

- Parece-me muito bem e para roupa interior o que escolheste? – Perguntei, sentando-me na

cama com o robe um pouco mais aberto propositadamente.

Matilde olhava para mim, mas o olhar já a denunciava.

- Estas calcinhas rendadas de cor clara e este soutien da mesma cor parecem-me muito bem.

Adoro rendas e as transparências são…vão ficar-te bem.

- Achas? – Perguntei eu agora claramente a querer provocá-la.

- Veste para eu ver. – Pediu-me ela.

E despi o robe, ficando de novo nua à sua frente, para depois experimentar uma e outra peça,

ficando a olhar para ela depois. Virei-me para ela e exibi a lingerie, vendo-a quase no mesmo

instante trincar o seu lábio. Sem dizer mais nada peguei rapidamente no vestido que ela

escolheu e comecei a vestir-me, mas não evitei dizer-lhe.

- Percebi pela tua expressão que ficaste sem palavras, por isso depois de me vestir acho que

podemos ir tomar o pequeno-almoço.

Matilde engoliu em seco e desta vez foi ela que vi tentar fugir-me.

- Acaba de te vestir que eu vou descendo. – Disse ela caminhando para a porta.

- Estás a fugir? – Perguntei sem medo, mas cheia de confiança na voz.

- Eu? De quê? – Perguntou perfeitamente intimidada e com a voz trémula.

- De mim…. – Digo sem rodeios.

- Que ideia a tua! – Diz-me ela. – Porque iria fugir de…de ti? – Perguntou ela sem saber como e

o que responder.

- Porque queres tocar-me e não sabes como…porque me desejas e não sabes como me

dizer…e o que fazer…e agora que já sabes e que eu estou pronta, podemos ir juntas tomar o

pequeno-almoço. Que te parece?

- Parece-me que é melhor. – Diz-me ela sem sequer me contrariar.


 
 
 
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