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Tea-Time - Parte XX

Foto do escritor: Eva RibeiroEva Ribeiro

E aquela (re)descoberta lenta, mas intensa fez-nos explorar os prazeres da carne com toda a

inocência que este toque pressupõe e deixar que o orgasmo fosse a última palavra de qualquer

um dos corpos. Depois de me ter masturbado enquanto tinha visto Matilde perder-se com o

mesmo prazer, levantei-me, vesti o fato de banho e abandonei aquele lugar recôndito que

tinha encontrado no jardim da casa e dirigi-me apressadamente até à piscina, mergulhando

quando me aproximei de um dos lados e permanecendo debaixo de água até que o calor do

meu corpo descesse um pouco. E foi quando apareci à superfície que vi a mãe e Sueli

passarem para o interior da casa, percebendo de imediato que Artur tinha certamente ficado a

estacionar o carro. Com a mesma celeridade que entrei dentro de água saí e dirigi-me, ainda

que completamente molhada, à garagem onde supus que Artur ainda se encontra.

- Menina Carolina, que faz aqui toda molhada? – Pergunta ele surpreso por me ver naqueles

preparos. – É melhor sair daqui.

Não digo nada, mas aproximo-me mais dele e vejo-o recuar, ciente de que a minha presença o

vai alterar ao ponto de não ser possível travar o passo seguinte.

- Menina Carolina, tenho que ir ajudar Sueli. - Diz ele tentando apelar ao meu bom senso.

Continuo em silêncio e enquanto caminho na sua direcção vou descendo o fato de banho até o

deixar no chão, atrás de mim….e já poucos passos me separam dele. Vejo-o ofegante, com a

respiração pesada e com uma rigidez atroz. E apenas nesse momento digo-lhe as palavras que

preciso que ele ouça e corresponda:

- Fode-me. – E dizendo isto, viro-me de costas para ele e apoio as minhas mãos no capô do

carro. Não me inclino logo, espero que seja ele, masculamente a mostrar-me a força que tem,

o poder que exerce sobre mim (ou julga) exercer e me faça vergar, submeter ao prazer que ele

sabe que me pode dar e que não sabe dizer “não”. E acaba por acontecer isso mesmo: num

ímpeto de força, brusquidão e desejo, ele obriga-me a vergar sobre o capô do carro e, já com

as calças descidas, aproxima o seu pénis das minhas nádegas enquanto me acaricia o corpo

nu.

- Menina Carolina a sua mãe pode aparecer a qualquer momento. – Disse ele tentando

encontrar uma razão para nem sequer prosseguirmos.

- Não quero saber….

E vejo-o perder o controlo por completo quando sinto o seu pénis penetrar-me com toda a

força dentro de mim, movendo-se apenas ao ritmo do desejo dele e que acompanha o meu.

Quase nesse instante vemos Matilde no fundo da garagem, vinda do jardim, certamente à

minha procura.

- Carol…Artur… - Diz ela mas sem qualquer surpresa na voz.

Matilde não se moveu da entrada da garagem, como que se percebesse que aquele momento

não lhe pertencia, contrariamente a mim e a Artur que mesmo com o aparecimento dela não

nos detivemos, bem pelo contrário, isso acabara por nos excitar ainda mais e me levar ao

orgasmo quase num ápice. E não esperando pela iniciativa dele, travo-o e coloco-me de costas

sobre o capô do carro e abro as pernas, aguardando que termine o que começou. Mas

contrariamente ao que estava à espera, ele não me penetrou e ao invés disso, masturbou-se

até se vir derramando o esperma por cima do meu corpo.

E pouco depois desapareceu como se de um fantasma se tratasse, nem me dando sequer

tempo de me limpar e vestir.

- Anda cá. – Ouço Matilde dizer-me.

- Temos de sair daqui Matilde.

- E vamos sair, mas vem até mim primeiro.

E fui e ainda coberta de esperma, vejo-a passar um e outro dedo sobre o esperma derramado,

até sorver tudo gulosamente.

- Só falta mais uma coisa. – Diz ela, deixando-me sem palavras.

E dizendo isto obriga-me a encostar-me à parede fria, abre-me ligeiramente as pernas e

começa a lamber-me os lábios da vagina, saboreando a mistura de sabores…o meu e o

dele…..até a um segundo e inesperado orgasmo. E deixo-me ir……pois já sei que é mais um

caminho sem retorno.

- Carolina, Matilde. – Ouvimos a voz da mãe chamar. – E pouco depois saímos da garagem com

um ar perfeitamente comprometido, mas que eu tentei suavizar.

- Estamos cheias de fome. – Disse.

- Pois, vinha dizer-vos que daqui a pouco a Sueli vai servir o almoço no jardim. O tempo está

fantástico, mas vocês têm que vestir algo mais adequado para se sentarem à mesa.

- Claro que sim mãe, só vamos secar um pouco ao sol e já nos vamos vestir.

E quando a mãe desapareceu, rimos descontroladamente…evidenciando a cumplicidade que

sempre nos ligara, mas agora com mais uma nota: a da perversidade.


 
 
 
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