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A PRISÃO - PARTE II



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Almocei calmamente, completamente alheada do ambiente circundante e percebi que a minha companheira de quarto não estava muito longe de mim, mas escolhera uma mesa, onde tinha conseguido ficar sozinha, fazendo jus à descrição que tinha feito de si, logo no primeiro momento. Olhou na minha direção algumas vezes, mas ignorei o olhar dela. Apesar daquele ar de durona, que efectivamente tinha, percebi que estava realmente com ar perdido e indefeso. O cabelo preto preso e a tez morena contrastavam com o laranja da farda que usávamos e a dela ainda permitia realçar as suas formas. Era uma mulher elegante, média estatura e quadris bem definidos. Dei por mim a imaginar como seria por baixo da farda, mas rapidamente alguém se sentou à minha frente e acabei por manter uma conversa tão básica com a mulher e, pouco tempo depois, fui até ao exterior, fumar o meu segundo cigarro do dia.

Depois do banho ainda não tinha prendido o cabelo como habitualmente o fazia, de lado, a pender para um dos lados. Contrariamente à minha companheira de sela, era loira, pele bem clara, mas o corpo, esse era um pouco mais delgado e o peito, diria que um número abaixo. E expiro o que resta do cigarro para depois o apagar no cinzeiro do lado de fora da cantina. Estava um dia quente e nesses dias o ar dentro da prisão era sufocante.

Não demorei a fazer o caminho inverso, parando antes no wc e prosseguindo depois até à sela. Quando entrei ela estava diante do espelho. Nada lhe disse, apenas me despi, ficando apenas com as cuecas vestidas. Olhei para o lado e ela nem sequer disfarçou o facto de me estar a observar. Desviei o olhar, peguei no meu livro e no mp3 e subi até à minha cama, tendo perfeita noção que o olhar dela continuava em mim.

Olhei para ela e confirmei esse facto. Ela provocadoramente começou a despir-se, não de costas, como habitualmente se costuma fazer, mas de frente para mim. Esperava que aquilo pudesse intimidar-me, mas enganou-se, pois recostei-me, coloquei os auscultadores e com a tua voz no ouvido, vi-a tirar as calças da farda e de seguida a parte de cima, guardando-as de seguida no seu armário. Naquele compasso de espera, ficara com o soutien de cor preta, exactamente da mesma cor das cuecas, um modelo desportivo mas que realçava as formas dela. As cuecas eram reduzidas e modelo asa delta, realçava ainda mais o rabo dela. Olhou para mim depois de guardar a farda, como que tentando perceber se ainda a observava e quando confirmou, julguei que fosse sentir-se inibida, mas não. Desapertou o soutien e no momento em que o tirou ficou a olhar para mim e o meu olhar deixou de fixar os olhos dela e percorreu o corpo dela, centrando-se nas mamas, com mamilos escuros salientes e escuros, com uma firmeza invejável. E a tua voz ecoava à minha volta…tinha sido genial ouvir-te desta forma e quando me percebi os meus mamilos começaram a denunciar-me, ficando duros pela excitação que comecei a sentir. E sem pensar, peguei no pequeno cobertor que tinha por baixo da almofada e coloquei-o a tapar ligeiramente o meu peito, e comecei a esfregar as pernas uma na outra, sentindo o tecido das cuecas roçar nos meus lábios, até o sentir tocar no clitóris. Continuei a olhar para ela e sabia que o meu orgasmo estaria perto e via-a observar-me, igualmente excitada.

- Revista às celas. – Ouvi ao fundo e vejo-a acenar-me e a desaparecer por baixo de mim.

Ignorei o abrir de portas e baixei as cuecas, ainda tinha um minuto pelo menos. E durante esse minuto, enfiei um dos dedos na minha cona até me vir pouco depois. Desci rapidamente a escada e ainda consegui vestir os calções e a minha t-shirt, voltando a subir e a abrir o livro, sendo o tempo exacto até uma das guardas aparecer. A guarda entrou e vasculhou tudo. A revista habitual, se bem que mais demorada desta vez por ter uma reclusa nova.

- Já tens companhia. – Diz ela para mim. Durante estas revistas houve uma e outra vez que ficamos a conversar algum tempo e lamentei de facto continuar só.

- Sim. – Disse eu, embora sem o habitual entusiasmo que lhe permitia continuar a conversa.

E vi a guarda olhar para a nova reclusa.

- Parece que adormeceu. – Diz ela para mim.

- Sim, quando cheguei estava já a dormir. A sesta depois de almoço sabe bem. – Disse eu, justificando-a.

- Tolera-se ou nem por isso? – Perguntou-me em relação à minha colega de sela.

- Não tive muito tempo para a conhecer ainda, mas será o que tiver de ser. – Disse, tendo fugido à verdade do que tinha sentido em relação a ela.

- Bem, tudo ok neste armário. Preciso ver o teu? – Perguntou-me.

- Sim, acho que deve. – E ela passou de um para o outro e viu as mesmas coisas que sempre encontrava.

E pouco depois saiu da sela e eu deitei-me e fiquei a olhar o tecto em silêncio até a cela se fechar automaticamente. Voltei a descer e a despir-me e quando me preparava para subir ela aproxima-se um pouco da escada, vejo as mamas roçarem o lençol da cama.

- Precisas de alguma coisa? – Perguntei face à provocação dela de se estar a exibir para mim.

Não me respondeu e começou a tocar-se…provocadoramente, mas bem devagar e percebi que queria que eu visse, mas contrariamente ao que a minha natureza me pedia e eu naturalmente acedia, ignorei-a e pedi-lhe, sem hesitar.

- Tenho um desafio para ti. – Disse-lhe e ela por momentos olhou-me, tendo alguma dificuldade em deixar de fixar as minhas mamas e os meus quadris.

- Desafio? – Perguntou ela, desperta para a curiosidade que aquela palavra suscitou.

- És capaz de olhar-me nos olhos e deixar de fixar as minhas mamas? – Perguntei de forma a obriga-la a encarar-me.

- Não é fácil. – Disse, mas julgo que falava mais com ela do que comigo.

- Mais logo, as luzes apagam-se e…

- Estás a convidar-me para…? – Perguntou ela, sem terminar a frase.

- Sim, o meu livro está a acabar e estou a começar a ficar aborrecida… - Disse eu sorrindo, mas desta vez sem esconder a perversidade que o sorriso continha e que ela percebeu.

- Na tua cama ou na minha? – Perguntou, impedindo-me de prosseguir.

- Na casa de banho, durante o banho, depois do jantar ou na cama depois de regressar do banho ou durante a noite, não sei…não faço planos ter prazer, ele acontece. – E subi para a minha cama onde permaneci a ler as poucas folhas que restavam do meu livro, mas não deixando de ter um auscultador com a tua voz de um lado, onde ouvia gemidos não contidos que tinhas gravado para me excitar…e do outro lado, os gemidos dela, que se masturbava de novo.


Rapidamente a hora do jantar chegou e vestimos apressadamente as fardas e saímos, lado a lado…e já foi na mesma mesa que nos sentamos, embora a tensão fosse grande entre ambas, os olhares não davam para dissimular.

- Os teus bicos, notam-se. – Digo-lhe quando nos levantávamos para pousar o tabuleiro.

Ela não me respondeu, mas ia jurar ter visto um quase sorriso, muito contido. Fui fumar e ela acabou por ir buscar as nossas toalhas ao quarto, aguardando-me, como combinamos na casa de banho.

Quando cheguei já estava de costas e com a água a escorrer pelo corpo…excepto o cabelo, que continuava preso. Despi-me e ocupei o chuveiro ao lado dela, prendendo o cabelo de forma a não o molhar, dado que o tinha lavado nessa manhã. Três ou quatro mulheres reclusas tomavam banho ali ao mesmo tempo que nós, mas rapidamente saíram, ficando, tal como eu previa, o espaço só para nós as duas e que, sendo o último turno para jantar, não iríamos ter provavelmente mais nenhuma companhia.

E sem grande compasso de espera, ela desliga a água do chuveiro dela e coloca-se debaixo do meu, desligando-o de seguida. Não tardou muito a encostar-me à parede atrás de mim e a roçar o seu corpo nu no meu.


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