A PRISÃO - PARTE III
- Eva Ribeiro
- 7 de abr. de 2021
- 5 min de leitura

A sensação de sentir as mamas dela roçarem no meu corpo, demorando-se quando encontram os meus mamilos, circundando-os com os dela, numa carícia prolongada e premeditada. E ao mesmo tempo não espero pela investida dela e levo as minhas mãos às duas mamas dela e aperto-as, com desejo, deslizando-as depois pelo corpo, ainda molhado, encontrando uma fina penugem preta e depois os lábios dela, bem carnudos, bem sedosos, molhados, pela água do banho e que toco, sentindo-a aproximar-se mais de mim e procurar os meus lábios para me beijar. Um beijo molhado, envolvente e que me incita a tocá-la com mais vontade, mas interrompo-a propositadamente.
- Acho que a hora de recolher não tarda, devemos regressar.
Ela não proferiu qualquer palavra, limitou-se a enrolar a toalha no corpo, como eu fiz e pouco depois, apesar de caminharmos com alguma distância entre nós, percorremos o mesmo caminho até à sela. Algum tempo depois, as celas fecharam e a luz ficou mais ténue, propositadamente por ser noite. Já estávamos praticamente secas quando chegamos e quando tirei a toalha à minha volta e a pendurei, sinto-a atrás de mim, mesmo por detrás do beliche e completamente oculta por este.
- Costumam passar por aqui de noite? – Perguntou-me, como que tentando prever o tempo que tínhamos…ou o que poderíamos ter.
- Sim, mas agora só daqui a uma hora, e todas as horas acontece o mesmo, mas passam apenas, olham e seguem. – Disse, ainda de costas para ela, e completamente nua.
Ela pendurou também a toalha dela ao lado da minha e não me deixou virar, obrigou-me a colocar os braços na parede e começou a acariciar o meu corpo…começando no pescoço e depois contornando-o, estrategicamente para, de seguida apertar as minhas mamas e suavemente os mamilos, já bem duros, para depois descer com uma das mãos pelo meu ventre até chegar à minha cona…o que me faz afastar, instintivamente as pernas, para que me toque com mais facilidade. E, assim, desliza os dedos pelos meus lábios, percorrendo-os uma e outra vez, até enfiar um dos dedos dentro de mim, e retirá-lo de seguida…percorrendo-os de novo até chegar ao clitóris, que fricciona até o sentir todo. Enfia de novo o dedo dentro de mim, mas agora move-o lentamente…
….mete e tira, mete e tira, na mesma cadência que me acaricia a mama esquerda, me aperta o mamilo…para depois se aproximar mais de mim, juntando o seu corpo ao meu. E preparava-me para mover uma das minhas mãos, mas ela impede-me e faz-me inclinar mais, dando-me uma palmada numa das nádegas, marcando levemente os deus dedos na minha pele clara.
- Puta, assim vou ficar marcada… - Digo, sabendo bem como a minha pele reage a este tipo de toque.
Ela não responde e baixa-se ligeiramente sobre mim e começa a lamber-me o cu e eu gosto tanto. Ela percebe, mas desliza até aos meus lábios e volta a enfiar um dos dedos dentro da minha cona, já bem molhada…melada…e repete o mesmo gesto, um vai e vem, que me faz quase deitar abaixo a parede em frente. Tento conter os gemidos quando me venho e preparava-me para me virar, mas ela não me deixa…obrigando-me a ficar na mesma posição, mas começando agora a lamber-me de novo o cu, mas já não é o dedo dela que sinto tocar-me, mas sim um dos mamilos. Uma sensação nova…uma provocação nova…e que me faz levar instintivamente a mão à cona e enfiar um dos dedos dentro de mim e continuar a masturbar-me. E o mamilo dela entra ligeiramente no meu cu, de tão duro estar, mas é o suficiente para me deixar completamente descontrolada…e venho-me de novo. E neste momento ela retira o mamilo dela e leva um dos dedos ao pequeno orifício e que implora para ser tocado…explorado por ela.
- Queres? – Pergunta-me para surpresa minha.
- Sim, mas agora é a minha vez de te tocar, terá de ficar para outra vez. – E encosto-a, sem hesitar, à parede, mas virada de frente para mim.
Um compasso de espera e baixo-me ligeiramente para começar a lamber cada uma das mamas dela, deliciando-me em mordicar e chupar cada mamilo. Um deles tem o meu sabor, o meu cheiro e lambo-o com mais vontade. Ela geme baixo, mas sinto que está a fazer um esforço para se controlar, pois não podemos ser notadas, nem ouvidas…
E enquanto me delicio em lamber aquele mamilo, uma das minhas mãos vai descendo por ela, até chegar aos lábios, pois quero voltar a senti-los, mas desta vez encontro-os mais melados e não molhados, pela outrora água do banho…e, nesse momento, apetece-me saborear aquela cona…e ergo ligeiramente a perna dela, colocando-me de joelhos e fazendo-a apoiá-la em mim. A minha língua e os meus dedos exploram-na, bem devagar, sem pressa, até começar a friccionar o clitóris, prendê-lo propositadamente entre os meus dedos, para depois o sugar e lamber ao mesmo tempo…enquanto enfio um dos dedos dentro da cona dela, mas não me fixo lá…continuo e é o cu dela que procuro.
Olho para cima e ela acena afirmativamente, enquanto trinca um dos dedos para não gemer, ou evitar gemer mais alto. E enquanto estimulo o clitóris, o meu dedo, já bem molhado começa a circundar o cu dela, contornando o orifício, numa provocação declarada.
- Por favor. – Pede-me entre gemidos contidos.
E olho para cima, e a imagem que tenho é de duas mamas com os mamilos escuros bem espetados e que ela toca, aperta, enquanto lhe sugo e lambo o clitóris, e o dedo, esse vai entrando bem lentamente no cu dela. E contrariamente ao que seria de esperar, não sou eu que movo o dedo, é ela que se move consoante o ritmo que quer e a profundidade que quer sentir. O dedo entra e sai todo, a um ritmo cada vez mais acelerado até a sentir contrair o meu dedo, numa explosão de prazer e que a faz agarrar-me a cabeça e empurrar-me mais para a cona. O orgasmo anal prolonga-se e segue-se o clitoriano pouco depois, uma descarga incrível e que sinto na minha boca, nos meus lábios…deixando o corpo dela a tremer involuntariamente depois disso.
Já depois disso, levanto-me e dou-lhe um beijo leve nos lábios.
- Vou dormir. – Digo, tentando manter o mesmo registo que ela tinha pedido e pegando nas minhas cuecas e na t-shirt e preparando-me para subir até à minha cama.
Ela não disse nada e deitou-se, tal como eu. Algum tempo depois a ronda começara e não tardara a terminar. Julguei que ela já dormia, mas quando olhei para baixo percebi que tinha afastado os lençóis e estava a masturbar-se de novo, mas desta vez, não eram os dedos que enfiava na cona, mas sim o cabo de uma escova de cabelo…o ritmo era acelerado e ela estava verdadeiramente a ter prazer. Fiquei a ver até ao fim, enquanto também eu me tocava e acabei por me vir primeiro e o orgasmo dela não tardou muito a acontecer.
E só me lembro de ter adormecido com um sorriso nos lábios e a pensar no quanto tinha para te contar no dia seguinte.
FIM
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