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A(S) PORTA(S) - PARTE III

Foto do escritor: Eva RibeiroEva Ribeiro



Porta 12

Puxo-te, sem te dar espaço para a porta 12...e fecho-a atrás de nós.

- Eva, onde estamos? – Perguntas sem medo.

- Não sei...vamos? – Pergunto e seguimos a par, sem que me desses qualquer resposta à pergunta feita.

- Qual foi o último desejo proferido? – Pergunta uma voz masculina e que se materializa

à nossa frente, sempre com o mesmo semblante. – Ainda se lembram? – Engulo em seco, porque sei o que pediste.

Olhas para mim...olho para ti...

- Sem retorno? – Pergunto.

- Sim...mostra-me. – Pedes e pouco depois vamos até uma sala e aparecem diante de mim 5 homens...todos com o mesmo manto.

- Dispam-se desses mantos...preciso de ver... - Digo e cada um deles, vai-se libertando e ficando nus à minha frente.

Olho para ti e desço o olhar na direção dos teus quadris e a ereção denuncia-te. Sei que

tenho livre trânsito.

- Quero o no 3... - Digo ao escolher um moreno de olhos claros...formas bem delineadas...e olhar penetrante.

- Seja feita a tua vontade. – Disse o nosso anfitrião. – Tu vais sentar-te aqui – Diz apontando para uma poltrona. – E sabes quando podes aproximar-te.

- Sei...

E os outros quatro saíram da sala e ficamos os três...eu continuo sentada, mas levanto- me no momento em que a porta se fecha. Aproximo-me dele e contorno-o, preciso de lhe tirar as medidas, de o ver reagir a mim. Olho de soslaio para ti...e a tua expressão apesar de ser de excitação, está carregada...e delicio-me com isso...porque estou apenas a começar e tu vais ver...tudo.

E continuo a rondar o homem que escolhi e quando paro, propositadamente e frente a

ele, fito-o...tentando perceber o que também o move. A expressão dele é impenetrável, não fosse este mais um trabalho e nesse momento dispo o meu vestido graciosamente e fico sem roupa em frente a ele. Espero ver uma reação, mas ele é comedido e aproximo-me mais...e sou invadida pelo perfume dele, misturado com um odor corporal suave misturado com o gel de banho que recentemente usou no banho antes de entrar na sala.

Depois da visão, o cheiro guia-me...e a seguir aproximo-me mais dele e é a respiração mais acelerada que o denuncia. Falta dois sentidos...o toque e o paladar...

E sem pedir licença começo a delinear o corpo dele, como se o quisesse redesenhar...esculpir e quando me aproximo dos quadris...avanço, sem tocar, diretamente no caralho, duro, pronto para me servir...e que ignoro...

Não me interessa saber o nome dele...quem é...de onde vem e como foi ali parar e se gosta do que faz...interessa-me é o que está a acontecer diante dos meus olhos e dos teus. Ele reage ao meu toque, à visão de mim nua diante dele...e antes de me ajoelhar em frente a ele, sussurro-lhe algo ao ouvido e ele acena-me afirmativamente. Olho para

ti e vejo-te, com o mesmo ar impenetrável que mostras quase sempre, excepto a mim...mas naquele momento, precisas dessa máscara, mas que eu vou tirar...

Inclino-me sobre o homem e começo a lamber os tomates dele, enfiando um e outro na

boca, até a minha língua percorrer o caralho até à ponta e o sentir molhado...

- Diz-me o que queres... - Pedi ao homem.

- Não pares... - Diz ele, parecendo pouco habituado a ter voz activa.

Percebo que quer que continue a lamber o caralho duro e molhado que exibe. É grande e grosso...e lambo-o com prazer, até sentir que a minha boca quente e a minha língua molhada, o deixa completamente fora de si. Paro um pouco e vou até o local onde estás

sentado.

Beijo os teus lábios e deixo-te provar o sabor dele...

- Puta...sabes ao caralho dele...

- Estou apenas a começar. – E afasto-me de ti e aproximo-me de novo daquele desconhecido, que me prende as mãos que lhe ofereço...as algemas são fortes e prendem-me por completo. Vejo-o ir buscar algo a um móvel que ali se encontra e quando se aproxima é uma corda que traz...

- Estou a gostar... - Digo suficientemente alto para tu ouvires.

E ele prende-me pelas algemas a uma argola pendurada no teto, fazendo com que os meus braços fiquem erguidos e eu fique de pé, mas completamente vulnerável. E a partir desse momento, deixo-o explorar o meu corpo...fazendo o mesmo exercício de exploração que eu comecei com ele, até lhe suplicar que me toque...

Olho para ti e vejo-te inquieto, mas sem vociferar qualquer palavra.

Aperta-me as mamas e chupa-me cada um dos mamilos, demoradamente, lambendo-os demoradamente depois...numa alternância de sensações, entre dor e prazer, à qual me rendo.

- Hmmm... - Os meus gemidos não passam despercebidos, nem a ele nem a ti.

E ao descer pelo meu ventre, eleva-me o suficiente para ficar com as pernas nos ombros dele, sentada, diante do seu rosto...e percebo nesse momento que, apesar de presa, consigo com a corda, dar mais ou menos intensidade aos movimentos do meu corpo...e

dou-me mais...e delicio-me quando sinto a língua dele deslizar nos meus lábios e passar

ao de leve no meu clitóris. É bom demais...e deixo-me cair um pouco para trás e sinto-te erguer do cadeirão e vir na nossa direção. Mas, tão depressa te diriges a nós, como és impedido por dois homens e ficas algemado à parede e virado para nós, ficando obrigado a ver o que desejaste...

E nesse momento ele pousa-me no chão e volta-me ao contrário, tocando-me ao de leve pelas costas abaixo, para de seguida me elevar, de novo, abrindo as minhas pernas e começando a lamber-me as nádegas e o meu cu, não se inibindo de me apertar as mamas...

Ouço-te debater-te...e por fim...

- Eva...fodasss...para... - Exiges.

Ignoro-te, mas quando o homem coloca um preservativo, és finalmente libertado e sei o demónio que vem até mim. Ele fode-me por trás e tu quando te aproximas apareces à minha frente e agarras no meu rosto, puxas o meu cabelo e obrigas-me a lamber o teu caralho...duro...molhado...e aquela mistura explosiva de amor e ciúme...excita-me de

tal forma que me venho em segundos, o que te deixa ainda mais fora de ti.

- Querias dizer-me alguma coisa? – Pergunto depois de te lamber o caralho todo enquanto o outro homem continua a foder-me. E colocas-me de pé e ficas a ver o outro

homem foder-me e eu render-me de novo a um orgasmo.

- És minha... - Dizes e sabes que é verdade, mas naquele momento tudo parece turvo.

- Sou...- Digo, mas os meus olhos fecham-se quando novo orgasmo me tolda os sentidos...

- É a minha vez...- Dizes e ele solta-me para ti...e elevada, de pernas abertas em volta

da tua cintura...e ele desce-me, obrigando-me a enfiar o caralho dele na boca.

Estás completamente descontrolado, como nunca antes te vi...cego de desejo e de dor...uma dor que também carrega prazer, o de quem ama...e fodes-me com alma e nesse momento o outro homem esporra-se na minha boca e esfrega o resto do esperma nas minhas mamas. E tu puxas-me para ti e saboreias comigo aquele néctar que, não sendo teu, é nosso...

- Amo-te... - Dizes...e gritas quando te vens...um grito libertador e que me faz vir de novo.

- E eu a ti...cabrão. – Digo e puxas-me para ti, prendendo-me ao teu corpo.

Pouco depois o homem liberta-me e entrega-me a chave que nos permite a saída dali...

E já no corredor, ficas estático a olhar para mim.

- Vamos matar-nos...

- Eu sei...de amor, mas agora vem...quero abrir outra porta.

- Quantas faltam? – Perguntas como se te tivesse bastado aquele cenário.


- Algumas...mas podes ficar aqui fora, porque eu volto para ti. – Digo com sinceridade.

- Não te largo mais...nunca mais.... – E sei exatamente o que me dizes, porque o dizes...

E naquele momento sinto-me a mulher mais feliz...porque te tenho, como nunca tive

outro homem.


Porta 4

- Escolhe um número. – Peço-te com ar divertido e perverso na voz.

- 4. – Dizes sem hesitar.

- Tens a certeza? – Perguntei tentando provocar-te.

- Tenho, basta estares ao meu lado e tenho as certezas todas que preciso. – Dizes e

dirigimo-nos à porta 4, fazendo o percurso inverso no corredor.

Desta vez foste o primeiro a abrir a porta e puxas-me para ti, fechando a porta mal

ambos nos encontramos dentro.

Não sabemos o que nos espera, mas depois de tantos desafios já superados, sinto que

pouco falta experimentar. Aguardamos até a escuridão se dissipar e rapidamente percebemos que estávamos no meio daquilo que nos parecia uma floresta, aliás a própria porta era agora uma frondosa árvore. Entreolhamo-nos e ficamos na expectativa do que nos aguardava ali, mas decidimos começar a caminhar pelo pequeno trilho que

tínhamos à nossa frente.

Devemos ter caminhado cerca de uns 100 metros e encontramos uma fonte e que desembocava num enorme lago onde se banhava uma mulher. Estava de costas para nós mas percebeu que chegávamos e voltou-se, começando a caminhar na nossa direção.

Tentei ignorar a nudez dela, mas olhei para ti...e percebi que o teu semblante não mudara, apesar do corpo escultural que víamos ambos aproximar-se de nós.

- Eva. Que boa surpresa! – Diz ela e fez uma vénia quando te viu. – Sabes porque estás

aqui? – Perguntou-me ela.

- Não. – Respondi-lhe com sinceridade.

- Eu sou a personificação do teu desejo por mulheres...despe-te e vem tomar um banho comigo. – Olhei para ti e vi o teu olhar divertido, perverso, embora contido. Preparava- me para te perguntar se podia ir, mas beijas-me primeiro, calando aquilo que sabes que eu ia perguntar-te e não tinha qualquer sentido, mesmo sendo sentido.

- Queres ir? – Perguntas-me com a maior naturalidade e eu quero, mas devolvo-te a

resposta com uma simples pergunta.

- E tu queres ver? – Pergunto-te, assumindo que tenho vontade de prosseguir.

- Sem dúvida...vou despir-me e ficar aqui a ver-te...a assistir à tua entrega. –

Respondes-me e eu peço-te.

- Despe-me por favor. – E tu acedes ao meu pedido e o meu vestido cai...e pouco depois já nem as sandálias estão nos pés.

A água está morna, a temperatura é perfeita e ao olhar para o lado, vejo a personificação

da tentação no corpo de uma mulher. Olho para trás e já te vejo encostado numa rocha,

nu...à espera de ver...

Sou surpreendida por um beijo quente me dá numa das faces do meu rosto e depois

outro na outra...e ficamos a olhar-nos. Tenho vontade de beijar aqueles lábios carnudos

dela, e avanço sobre ela e dou-lhe um beijo suave, lambendo de seguida os lábios dela,

sem pressa, até a sentir procurar a minha língua e que provoca a minha e me faz imediatamente encurtar a distância entre nós. Sinto as mamas dela roçarem nas minhas e delicio-me em sentir os mamilos dela roçarem nos meus...e depois não me inibo de levar uma das mãos a uma das mamas, que acaricio, até deixar o mamilo deslizar entre

os meus dedos e que aperto ligeiramente, gesto que a faz suspirar. Repito o gesto na outra mama e depois, não satisfeita, levo um dos dedos à boca dela e obrigo-a a lamber, como se estivesse a chupar um caralho, até o retirar da boca dela e molhar um e outro mamilo. Ela leva a cabeça atrás e fecha os olhos e nesse momento, aproximo-me do pescoço dela, que percorro com a minha língua, até enfiar me deliciar em lamber a mama dela e depois sentir a dureza do mamilo escuro na minha boca e que chupo, trinco levemente, até passar ao outro, juntando as duas mamas e lambendo-os com vontade.

E não tardo a descer a minha mão pelo ventre dela, mas deixo encontro a linha fina da

água e ultrapasso-a, colocando a minha mão no meio das pernas dela.

- Continuo? – Perguntei, sabendo não ser possível voltar atrás.

- Sim...

E olho para ti, que te encontras deliciado a masturbares-te enquanto nos observas.

Imagino a tua vontade de ires ao nosso encontro, mas sabes que as regras deste jogo são

muito claras e cruzar o risco, poderia fazer-nos ficar ali dentro...e não voltar a sair.

E enquanto acaricio os lábios da cona dela por baixo de água, sinto as mãos dela começarem a explorar o meu corpo, incendiando-o a cada toque.

- Continuo? – Perguntou desta vez ela.

- Pergunta a ele...quero saber o que responde. – Disse eu tentando incendiar-te. E nisto ela vira-se para ti e pergunta-te:

- Posso continuar? – Pergunta-lhe.

- Simmm, por favor... - Dizes tu...já com o caralho bem duro e a deslizar por uma das

tuas mãos. – Posso aproximar-me? – Perguntas.

- Sim, por favor... - Peço. – Ele pode? – Pergunto eu, sem saber.

- Pode, mas não te pode tocar nem a mim nem a ti. Essa é a regra...

E tu aproximas-te de nós, lentamente...percorrendo o caminho que outrora fiz, quando entrei na água, acompanhada por ela. Quando chegas, olho para ti perversamente e volto os meus olhos, de novo, para ela, virando-a de frente para ti e começando a tocar-lhe nos lábios da cona por trás, até enfiar um dos meus dedos dentro dela. Prendo-lhe ambas as mãos atrás das costas e abro-lhe um pouco mais as pernas, deixando o meu dedo entrar na cona dela, uma e outra vez. Obrigo-a a ver-te masturbar-te, sabendo que nem tu a podes tocar, nem ela a ti...um limite que não pode ser cruzado.

Gemes de prazer com o caralho duro apontado para nós, enquanto te delicias em observar as mamas dela, balançarem ligeiramente ao ritmo que o meu dedo ganha, naquele vai e vem, e do qual já sai bem melado. Retiro o dedo da cona dela e levo-o aos

lábios dela...

- Não pares. – Pede ela depois de lamber o meu dedo com sofreguidão.

- E se eu parar? – Pergunto eu, desafiando-a.

- Posso oferecer-te algo em troca...para que continues. – Diz ela, perdida no meio do

meu toque.

- Assim já falamos a mesma língua. – Digo eu num tom triunfante. – Até onde posso

pedir? – Perguntei tentando ir mais longe.

- Podes tudo e como eu sou a personificação do teu desejo e sou eu que quero que

prossigas, dou-te a liberdade de escolher...

Olhas para mim e sabes exactamente aquilo que eu vou pedir.

- Lambe o caralho dele enquanto te faço vir...e deixa-o esporrar-se em ti...mas antes quero que me dês a chave....e ela vai busca-la justamente ao fundo da fonte e entrega- me. – Entrega a ele.... – Peço e nesse momento intensifico os movimentos do meu dedo na cona dela, enquanto a vejo inclinar-se sobre ti, começando a lamber o teu caralho...e

liberto-lhe as mãos para que te consiga tocar plenamente. E com a outra mão livre, aperto-lhe bem uma das mamas e deixo que o meu dedo melado...lhe complemente o

prazer que também eu sinto.

O teu orgasmo não tarda e vens-te todo na boca dela....e ela...ela delicia-se em lamber o teu caralho todo cheio de esperma, que espalha pelas mamas, enquanto o meu dedo continua a explorar a cona dela...até sentir as contrações dela e se misturam com

gemidos não contidos...

E pouco daquele episódio, já estávamos os dois de volta ao corredor....

- Fodassss....tu és louca....podíamos ter ficado ali presos. – Dizes-me num tom quase acusatório.

- Podíamos, mas não ficamos e agora vamos até à porta 6. Que me dizes? – Perguntei, mas puxando por ti, apenas uns metros e enfiando-me contigo lá dentro, sem sequer te

deixar pensar.

 
 
 

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