EU, TU E ELA - PARTE III
- Eva Ribeiro
- 8 de ago. de 2021
- 6 min de leitura

E o dia na praia acabou por terminar com mais uma ida ou outra ao mar, mas não tardamos a regressar a nossa casa. Estava uma noite quente e decididamente iríamos comer no jardim, pois, sem nada pensado para o jantar, tinha-te pedido para trazeres peixe ou carne e assim foi.
- Honey I’m home. – Brincas quando entras em casa, mas aparentemente a casa está vazia, ou pelo menos não vês ninguém por perto. E ouço-te chamar pelo meu nome .
- Não me vou pôr aqui a gritar. Mesmo que o faça, acho que não me ouve. – Disse eu, pois estávamos as duas na casa de banho. Eu a retocar a maquilhagem mas já vestida e a Paula ainda debaixo da água.
Decididamente não conseguia tomar banho com ela pois a diferença de temperatura que ambas gostávamos era incompatível. Eu preferia água mais quente e ela tomava banho com água quase fria. Um pesadelo.
- Verónica? – Perguntas quando entras no WC e nos vês.
- Olá Marco. – Diz a Paula toda entusiasmada. E eu desato a rir e vou ao teu encontro.
- Estás muito vestido. – Digo e pisco-te o olho, convidando-te a vestir algo mais casual.
- Sim, vou vestir uns calções e uma t-shirt e preparar o churrasco. Mas antes preciso de um banho. – Dizes e preparavas-te para sair, mas a Paula sai da banheira, pegando, antes disso na toalha, na qual se enrola e só depois sai.
- É toda tua. – Referindo-se à banheira. E rimos as duas cumplicemente e tu acabas por sair, certamente para ir buscar a roupa que vais usar e a Paula acaba por se limpar e de hidratar o corpo com um creme que tenho e que cheira divinamente.
E nisto tu entras, ela sem toalha e eu já vestida. Ignoras e viras-te ao contrário, começando a despires-te, como se o facto de termos uma amiga ali fosse igual a apenas estar eu.
- Marco, queres que eu saia? – Perguntou a Paula.
- Nada disso, é um banho rápido… - Dizes enquanto passas por nós com uma toalha já enrolada à cintura e que penduras para usares quando saíres.
Engulo em seco, pois ver aquela descontração a desfilares por nós quase nu diante de mim e dela, sobretudo quando eu estou vestida e ela completamente nua, deixa-me com uma sensação estranha e pior, sei que fizeste de propósito.
- Trouxe um peixe para grelhar, só precisamos de fazer uma salada e se alguma de vocês quiser uma ou outra batata. – Dizes, imprimindo uma maior descontração a algo que poderia deixar-nos desconfortáveis.
- Eu posso preparar umas bebidas para nós. – Diz a Paula já com um vestido solto no corpo e com apenas umas reduzidas cuecas por baixo deste.
- Boa ideia e eu trato da salada. – Digo eu e preparava-me para sair quando tu me travas.
- Espera. Deixa a Paula ir preparando as bebidas que eu preciso de te dizer algo antes do jantar. – E a Paula acabou por sair, deixando-nos a sós. – Estás muito bonita. – Dizes olhando para o vestido de alças e curto que escolhi. Tens roupa interior? – Perguntaste-me.
- Não te vou dizer. – Digo eu não percebendo a pergunta que me trava de ir fazer companhia à nossa convidada.
- Ela só tem cuecas…está em vantagem ou desvantagem. – Dizes e fico a olhar para ti.
- Para? – Pergunto eu, querendo saber o que te assalta o pensamento.
- Vou querer saber como foi o vosso dia…vou querer saber detalhes…vou jogar o mesmo jogo. – Dizes e encaras-me, deixando cair a toalha e exibindo o caralho já duro e que roças em mim, levantando o vestido e tocando-me com ele numa das pernas…
- Cuidado com o que desejas… - Aviso antes de prosseguires.
- Sei muito bem com o que lido. – Dizes e fico a olhar para ti com um ar apaixonado.
E começas a descer uma das alças do meu vestido e perguntas.
- E tu sabes com o que estamos a lidar os dois? – Perguntas-me muito sério, passando ao de leve um dos dedos por cima de uma das minhas mamas.
- Ficaremos a saber… - Digo e baixo-me sobre ti, lambendo o teu caralho, chupando-o gulosamente.
- Eu quero perder, não perder-te…- Dizes quando me ergo e te beijo os lábios…depois de te excitar a ponto de quase não ser possível travar os meus lábios, a minha língua, a minha mão…o movimento do teu caralho na minha boca.
Olho para ti, sabendo ao que te referes e puxo-te.
- Veste-te…as bebidas devem estar prontas e temos um brinde a fazer…e um jogo para começar….a três. – Digo e volto para trás para te dar outro beijo.
E não tarda estamos os três no jardim da casa a saborear um gin…com uma leve brisa quente a passar por nós.
- A praia estava boa? – Perguntas, nada inocentemente.
Ia cuspindo o gin e a Paula veio em minha defesa.
- Maravilhosa…a água aliviou-nos o calor…não foi Vero? – Pergunta-me, como que passando a bola para mim, já recomposta.
- Calma Paula…ele quer informações. Marco…só tens direito a respostas de sim e não….mas a liberdade para saber tudo. – Digo eu, passando agora para ti a bola de um jogo que já estamos a jogar os três e achando que aquilo iria empatar alguma coisa.
- Afinal o jogo começou mais cedo. Sabem que eu não costumo perder… - Dizes, virando o peixe que está na brasa e depois voltaste para nós.
- Paula ela apenas tirou a parte de cima do biquíni? – Perguntas-lhe.
- Não. – E riu-se olhando para mim. – Que foi Vero? É verdade…
- Verónica, ela esteva nua na praia? – Perguntaste, referindo-te à Paula.
- Sim. – Digo e a Paula dá um gole no gin e fica expectante pela próxima pergunta.
- O peixe está pronto…vou buscar o vinho lá dentro e já continuámos.
E depois de desapareceres.
- Onde é que isto nos vai levar? – Pergunto eu.
- Não sei mas eu estou a gostar muito da abordagem dele…soft mas incisiva e tu, estás confortável com as perguntas? – Perguntou-me.
- Ele vai ficar a saber tudo… - Digo.
- Deixa. – Tranquiliza-me ela. – Depois mudamos o jogo.
- E vamos parar onde? – Pergunto eu para ela quando tu te aproximas com a garrafa de vinho.
- Talvez até àquelas almofadas grandes ou quem sabe se é aqui mesmo… - Diz ela com o maior à vontade.
- Está tudo bem Verónica? – Perguntas, quando percebes que o meu semblante mudou ligeiramente.
- Tenho fome… - Digo, simplesmente.
E começamos os três a rir…
- Espero que estejas a falar do peixe, porque o jogo começou agora e eu estou em clara vantagem. – Dizes e eu e a Paula trocamos um olhar.
- Para já…não fales antes do tempo. – Digo-te e tu fixas o meu olhar, como que medindo forças.
- Continuamos? – Perguntou a Paula para quebrar o gelo.
- Viste-a nua…gostas do corpo da Paula, Verónica? – Perguntou-me.
- Sim. – Digo e dou uma garfada no peixe.
- E tu Verónica, quando olhas para a Verónica? – A mesma pergunta…
- Sim. – E é a vez dela beber um gole de vinho branco que tu tinhas ido buscar.
- Verónica… - Dizes o meu nome e olho para ti… - Ela tocou-se? – Perguntaste-me.
- Sim. – Respondi.
- Isto é tortuoso…- Diz a Paula enquanto vai saboreando o robalo que compraste.
- É…mas podemos parar. – Dizes tentando parecer desinteressado. – A menos que alguém me queira contar o que aconteceu na praia, para eu ter uma versão do que aconteceu.
Olhei para a Paula e ela para mim.
E ela começou a descrever a nossa estadia na praia e eu apreciando as tuas reações, sobretudo quando fui buscar o plug e ela me tocou na água. Uma versão detalhada e que ele adorou saber.
- E chegamos a casa pouco antes de ti…e o resto, julgo que sabes. – Terminou por dizer.
- Verónica, já que estiveste tão calada…diz-me o que mais gostaste? – Perguntas-me diretamente como se estivéssemos num daqueles nossos momentos de maior intimidade…
- Não consigo escolher um momento, mas adorei enfiar-lhe o plug no cu…e vê-la ter um orgasmo…. foi qualquer coisa. – Digo, referindo-me só a um momento e vendo a tua reacção com a confissão.
- Vai buscar o plug agora. – Pedes-me e fico a olhar para ti.
- Sem limites. – Diz ela. - É por isso que vos amo. – Diz a Paula completamente excitada com a situação.
Trago o plug e entrego-te.
- Que vais fazer com ele? – Perguntei-te.
- Nada…mas tu vais… - E entregas-mo, lambendo-o primeiro e dando-me para o enfiar no meu cu.
E nesse momento, viro-me para a Paula.
- Fazes as honras? – E entrego-lhe o plug para ela enfiar no meu cu e olho para ti. Não esperavas esta reviravolta. – E tu vai-te habituando…a perder…o controlo, porque é o que mais vai acontecer esta noite.
- Isso é uma ameaça? – Perguntas-me, deliciado a ver a Paula enfiar o plug no meu cu.
- Não Marco…é uma promessa…
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