EU, TU E ELA - PARTE IV
- Eva Ribeiro
- 16 de ago. de 2021
- 3 min de leitura

Coloquei-me de quatro na cadeira e vi-te pegar no copo e beber um gole, como que juntando a esse, o prazer de me veres sobre o domínio de outra mulher. E a Paula não enfiou logo o plug no meu cu, antes disso, levantou-me o vestido e desceu ligeiramente as minhas cuecas, demorando-se propositadamente neste gesto, até elas ficarem a meio das pernas. Eu estava tão excitada, que o plug tinha entrado logo se ela o enfiasse todo.
Aproveitou o momento para me lamber os lábios carnudos da minha cona, já bem molhados, acompanhando o movimento da língua com o do Plug...até finalmente chegar ao meu botão de rosa, apertado e bem fechado e que tu conhecias tão bem. A minha respiração era já pesada, uma tentativa de conter o meu prazer, de certa forma para te provocar. É enquanto me debatia com o meu autocontrolo, a Paula lambida o meu cu e foi brincando com o plug, na ponta, enfiando-o gradualmente enquanto com os dedos tocava no meu clitóris, já bem saliente, ávido daquele toque. Tinha a cona a latejar, os mamilos duros de tão excitada que estava e nesse momento olhei para ti.
Estavas sentado e por isso era-me impossível ver se o teu caralho já estava duro debaixo dos calções. Adivinhava estar...estava...eu sabia sem ser preciso ver.
E os meus olhos fecharam-se na iminência do orgasmo, enquanto me agarrava firmemente à mesa e à cadeira. O prazer era proporcional à força que exercia sobre um e outro. E nesse momento, a Paula ergue-se um pouco e junta o corpo dela ao meu. Toca as minhas mamas e sente-as endurecidas e volta ao meu clitóris, com um dos dedos e faz-me vir enquanto de uma so vez enfia o plug no meu cu.
- Tarefa concluída. - Digo eu subindo as cuecas e fingindo estar recuperada do autocontrolo que perdi. E cheguei-me à Paula e beijei os lábios dela em sinal de agradecimento. - Fizeste-me vir puta. - Digo naturalmente...como se estivéssemos sós.
- Hoje já vais no terceiro orgasmo, se não me falham as contas. Marco esta mulher é uma bomba relógio...sempre pronta a ter prazer, seja ele qual for.
E enquanto me olhavas e ias ouvindo a Paula, eu sentei-me na cadeira, gemendo ao sentir o plug dentro do meu cu. Tu não perdeste esse momento e olhavas-me com ar perverso...a engendrar o próximo movimento.
- Agora é a nossa vez. - Digo eu como se estivéssemos num jogo de pares mas estando tu a jogar sozinho.
- Verónica nós já estamos a jogar? - Perguntaste, com ar que tinha tanto de divertido como de malicioso.
- Desde manhã, quando a Vero me fez o convite para jantar. - Diz a Paula muito prontamente.
- Sendo assim...é a vossa vez. - Dizes, concordando.
E sem ninguém estar à espera, deslizo para debaixo da mesa e vou ao encontro de Marco que, tal como eu adivinhava estava com o caralho duro. Toquei-o por cima dos calções e abri o fecho, bem devagar, até perceber que ele não tinha colocado sequer boxers por baixo. Cabrao pensei já sabia o que o esperava. E isso fez-me logo tocar no caralho dele, começando a lambê-lo, de baixo para cima, e quando cheguei à ponta, lambi e comecei a chupá-lo, deixando os meus lábios e a língua fazerem o resto. Acreditava que por baixo da mesa as mãos da Paula já estivessem no meio das pernas dela, mas naquele momento eras a minha prioridade e estava focada em ti. E depois de algum tempo, afasto-me ligeiramente, deixando-te assim mesmo...quente...a latejar...pronto.
- Vais buscar os nossos adereços sexuais...todos...hoje é dia de brincar a sério. - Digo quando me sento, percebendo que a Paula se masturbava sem qualquer pudor.
- Todos? Tu queres tudo? - Perguntas para ter a certeza.
- Tudo ou nada, lembras-te? Sabes que foi sempre assim, não íamos mudar agora. - Digo a nossa verdade, o que nos liga... - E enquanto ele vai, levamos os pratos para a cozinha e trazemos outra coisa para beber e comer. É que falta a sobremesa. - Digo sem ver o teu sorriso ao entrares de novo dentro de casa, mas adivinho-o.
- Tudo ou nada, queres explicar? - E pela primeira vez vejo a minha amiga intrigada, curiosa por não saber o que a aguarda.
- Estás com medo ou curiosidade? - Pergunto pegando na loiça quase toda e deixando o resto para ela.
- Curiosidade...
-Tens limites ou precisas de uma palavra de segurança? - Pergunto olhando-a nos olhos e querendo a resposta verdadeira.
- Até hoje não precisei, mas com vocês... - Vi-a hesitar, não com medo de algo, com medo de não saber o que a esperava. E adorei ter aquele domínio sobre ela e que até hoje tinha digo ela sempre a ter sobre mim. O que mudara? Eu sabia...
... TU.
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