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MARTINI ON THE ROCKS

Foto do escritor: Eva RibeiroEva Ribeiro

Tinha finalmente finalizado o trabalho naquele dia. Fora um dia cansativo e interminável e ali estava eu. Cabelos loiros revoltos a roçarem-me os ombros e uma enorme vontade de descomprimir. Devia fazer o que todos haviam feito e sair, rumo a casa. Mas não tinha ninguém à minha espera, pelo menos não hoje. Hoje teria somente o gata persa, ansioso por ronronar deitado no meu colo.

Decidi ficar por ali, com o sol a entrar pela persiana do meu gabinete. Peguei num copo e preparei um Martini com gelo, indo de seguida até à minha secretária. Sentia-me claustrofóbica dentro da minha própria roupa e por isso não tardo a despir a blusa e a saia travada que vestia, libertando-me também das cuecas e do soutien. Deixei apenas as meias de liga e os sapatos de salto alto. Recostei-me na minha cadeira, colocando as pernas por cima da mesa enquanto saboreava a bebida que tinha preparado para mim. Pego num cigarro e acendo-o. Dá-me especial prazer, misturar alguns prazeres. Dou mais um gole na minha bebida e chupo o cigarro longamente, deixando pouco depois escapar um pequena nuvem de fumo. Já depois de apagar o cigarro dou mais um gole na bebida, deixando um dos cubos de gelo, entrar na minha boca. Tiro-o da boca e levo-o com a mão a uma das mamas, contornando o mamilo, que rapidamente endurece com o contraste entre o calor da sala e o frio do gelo. Passo ao outro, que já antecipou aquele prazer e repito o gesto, enquanto simultaneamente escorre por mim um fio de água e outro se segue, até desembocarem na minha cona, provocando-me, antecipando o prazer que o meu corpo já clama.

Levanto-me e volto a encher o copo, pego em 2 pedras de gelo e mergulho no copo e noutra propositadamente e brinco com ela no meu corpo. Fico assim de pé, perto do móvel bar que tenho num canto da sala, mas perto da porta. O meu gabinete fica no fundo do escritório, mas tem a particularidade de ter uma porta em madeira e o centro envidraçado. Pouco passava das 19 horas e ali estava eu.

Nisto o meu telefone toca. Não me apetece nada atender, mas forço-me a ir até à secretária e sento-me. Pego no pequeno aparelho e atendo, depois de ver que era um amigo daqueles bem coloridos e a quem ligava de vez em quando.

- Olá. – Digo laconicamente.

- Olá? Que cumprimento tão sem sal. – Diz ele.

- É o que temos para hoje. – Digo sem dar grande margem.

- Posso ligar-te mais tarde ou noutro dia, preferes? – Pergunta ele, tentando chegar a mim, sem grande sucesso.

- Como preferires. – Digo com a mesma frieza como comecei.

- Que se passa contigo? Estás bem? – As perguntas não paravam.

- Estou muito bem. E tu? – Perguntei finalmente.

- Onde estás? – Perguntou-me.

- Ainda na empresa. Já foi tudo embora e eu estou aqui a beber um Martini antes de ir. – Digo, esperando ter saciado a curiosidade dele.

- Posso…? – Perguntou.

- Não. Estou na empresa como te disse e sabes bem que não gosto de misturar as coisas. – Digo, por fim.

- Que tens vestido? – Perguntou-me.

- Estou um pouco cansada de seres, às vezes, tão básico. Não consegues dizer-me outro tipo de coisas? – Perguntei eu, já com vontade de desligar.

- Preciso de te ver. – Diz ele sem hesitar. – Queres jantar comigo? – Perguntou por fim.

- Hoje não me apetece. Quando sair daqui vou para casa. – Digo e vou bebendo o meu Martini e começo a acariciar um dos mamilos enquanto o vou ouvindo. Brinco com o outro e solto um suspiro que não passou despercebido do outro lado.

E de repente, sem eu contar, ouço barulho vindo de fora do meu gabinete.

- Porra, vem aí alguém. Não desligues e fica em silêncio. – E visto a blusa, deixando-me ficar sentada na secretária. Ouço os passos e pouco depois alguém bate à porta, espreitando pelo vidro. É o Ivo, o porteiro.

- Boa tarde Dra. Daniela. Sabia que ainda estaria por aqui. Precisa de alguma coisa de mim? – Perguntou ele, sempre muito atencioso.

- Boa tarde. Obrigada pelo seu cuidado Ivo. Estou aqui a terminar um trabalho e não devo tardar a sair. – Digo, esperando que ele retome a vigilância, mas noutro local.

Ele aproxima-se um pouco mais, mas como estou sentada e a mesa oculta o resto do corpo, jamais consegue perceber que estou sem nada vestido para baixo.

- Esta sala é quente. – Diz ele apontando para o soutien, cuecas e saia que deixei na mesa perto da secretária.

- É um pouco. – Digo, corando com a impossibilidade de fuga. – Acho que vou ter que abrir uma das janelas.

- Quer que eu abra? – Perguntou ele, olhando para mim e percebendo que os meus mamilos me denunciavam através da blusa branca que tinha vestido à pressa.

- Deixe estar, eu já faço isso. – E estou naquele impasse. Levanto-me ou deixo-me ficar sentada até ele sair? E nisto ergo-me, tiro uma mecha de cabelo que me cai sobre o rosto e afasto-a, caminhando até à janela ao lado da minha secretária, deixando-o contemplar-me. Honestamente não sei o que me passou pela cabeça, ou até sei, mas isso não pesou.

Pego no meu copo de Martini e dou um gole.

- Posso oferecer-lhe algo para beber, Ivo? Aceita? – Pergunto-lhe e ele responde-me.

- Já estou fora da minha hora, por isso, aceito sim. – Diz ele, tentando ignorar o facto de estar apenas com a blusa no corpo, as meias de liga e os sapatos de salto alto.

E fui até ao móvel bar e só nesse momento olhei para ele.

- O que lhe apetece? – Perguntei, ciente da pergunta que lhe dirigi e o duplo sentido que poderia implicar.

- Para já, bebo o mesmo. – Diz ele, deixando em aberto aquilo que eu deixei implícito na pergunta.

E depois de ter preparado a bebida dele, ergui o meu copo na direção dele e fizemos um brinde.

- Brindamos a quê? – Perguntou-me ele.

- A nós e à vida. – Digo e dou um gole na bebida e não tiro os olhos dele. Percebo que se perde no meu corpo, nos meus olhos, nos meus lábios, nas minhas formas.

- Desculpe ter vindo sem aviso, mas como sabia que ainda aqui estava, não quis ir embora sem ter a certeza que estava bem. – Diz ele, justificando-se, sabendo perfeitamente que não precisava disso.

- Mas eu ainda não estou bem. Estou com demasiado calor. - E abri a blusa que já me incomodava, deixando as minhas mamas desprovidas do contacto com o tecido fino, mas que já me apertava de novo. – Preciso de arrefecer.

- E eu posso ajudar… - Diz, dando um passo na minha direção.

Dou um passo atrás e ele outro na minha direção…até ter atrás de mim a minha secretária. Ele dá outro passo e obriga-me com isso a que me sente, deixando que ele se aproxime até ficar com o tecido da roupa dele a tocar o meu corpo. Inclino-me para trás, arqueando o corpo um pouco e apoiando-me com ambas as mãos. Espero a investida dele e que não tarda. Mergulha no meio das minhas mamas e chupa-me os mamilos, apertando-os com os lábios e sugando-os, repetidamente.

- Hmmm…despe-te. – Peço, sem filtros.

E não tarda a fazer o que lhe pedi e a vir nu, até onde me tinha deixado. Olho para o corpo dele e reparo que para além de bronzeado, tem os músculos bem definidos.

- Que idade tens Ivo? – Perguntei do alto dos meus 40 anos.

- Fiz 28 anos na semana passada. – Respondeu-me.

- E eu não te dei uma prenda de anos. Que indelicadeza a minha! – Digo-lhe, sem sentir o que digo.

- Tem agora uma boa oportunidade de se redimir… - Diz ele deslizando uma das mãos pela meia de liga até aprofundar o toque e encontrar a minha cona. Os dedos dele deslizam pelos meus lábios, de cima para baixo e depois ao contrário, repetidamente, até pressionarem o clitóris que, depois de descoberto o leva a ajoelhar-se à minha frente, fazendo-me tremer com o toque de um dos dedos e da língua que, atrevidamente, me toca até me fazer arquear de prazer.

- Isso…isso…28 anos…eu vou para o inferno. – Digo e venho-me, agarrando uma folha de papel e amachucando-a toda, tal é a intensidade do que sinto. E nisto olho para o telemóvel e lembro-me do telefonema que antecedeu a entrada do Ivo no meu gabinete. Ups…ele certamente teria desligado. Toquei discretamente no visor do telemóvel e em vez de ver aparecer no ecrã a imagem de fundo que tenho, apareceu a chamada, que ainda decorria. Tiro o som ou deixo estar? A dúvida permanece e pego no aparelho e levo-o ao ouvido, fingindo que o telefone estava sem som e uma chamada teria caído.

- Estou? Peço desculpa mas surgiu-me um contratempo. Podemos falar noutro momento? – Perguntei divertida.

- Não, minha puta…deixa-me ouvir o que começaste. Pousa o telefone e deixa-me continuar a tocar-me. Quando te apanhar…

- Com certeza. Até breve. – E fingi ter desligado, mas voltei a pousar o telemóvel em cima da mesa, de forma a que ele ouvisse pudesse tudo.

E desço da minha secretária, ficando de frente para ele. Baixo-me e começo a lambuzar-me com o caralho duro que ele exibe bem perto do meu rosto. A minha língua delicia-se com o sabor salgado que ele já tem na ponta e que me faz ficar ainda mais excitada. Um entra e sai da boca e que ele acompanha enquanto vai mexendo nos meus caracóis loiros.

- Fodass…estou quase a vir-me. – Avisa-me ele e eu não paro, bem pelo contrário. Continuo a chupar-lhe o caralho longamente, enfiando-o quase todo na boca, melando-o todo. – Ahhhh. – O orgasmo não tarda e continuo a lambê-lo com vontade, depois de ter engolido o esperma dele. – Vira-te, quero foder-te. – Diz ele e nesse momento ergo-me, lambendo gulosamente uma gota de esperma que escorria dos meus lábios. Volto-me de costas para ele, inclinando o corpo sobre a secretária. Os mamilos roçam a madeira da mesa e quando ele começa a foder-me, eles balançam numa cadência certa. Uma palmada numa das nádegas e depois na outra, acompanhada de uma mão a percorrer-me as costas até apanhar o cabelo e o puxar um pouco.

- Hmmmm. – Eu gosto disso. Ele não sabe, mas o meu corpo responde por mim.

As batidas secas do corpo dele de encontro ao meu, aquele barulho que reconheço tão bem e me faz gemer de prazer e a ele também. A forma como se move dentro de mim é digna de outro orgasmo. Depois desta a cadência é certa, move-se apenas com o caralho na ponta da minha cona, tirando-o completamente e voltando a entrar, até me foder mais profundamente, fazendo-me vir com o prazer que me dá. Não espero mais. Volto-me para ele, deixando-o esporrar-se em cima do meu corpo, esfregando-me no esperma dele.

E nesse instante puxa-me para ele e beija-me os lábios, mordendo o lábio inferior com alguma força. E afasta-se de mim, levando-me até à cadeira da minha secretária.

- Agora não me apetece trabalhar. – Digo-lhe eu, rindo.

E sem dizer nada, senta-se na cadeira, ainda com o caralho duro e convida-me a um terceiro round. Não hesito e aproximo-me dele, como uma gata com o cio. Subo a cadeira e antes de o montar, roço as mamas na cara dele, obrigando-o a acariciá-las, apertando-as, enquanto habilmente deixo o caralho dele deslizar nos lábios da minha cona, uma e outra vez, até ele me forçar a montá-lo. Tiro-lhe o boné da cabeça e finjo que estou num rodeo, começando a montá-lo com vontade.

- Ohhh…ahhh… - Os gemidos dele excitam-me e deixo-me cair ligeiramente para trás, obrigando-o a segurar no meu corpo, nas minhas ancas e a deixá-lo controlar os movimentos até ao orgasmo. Travo-o uma e outra vez, mas a partir de determinada altura, o meu orgasmo tolda-me os sentidos e deixo-me ir.

- Isso….isso…tão bom. – E venho-me de novo e precipito o orgasmo dele e que desta é dentro de mim.

Nem 10 minutos passaram e ele saiu do meu gabinete, da mesma forma que entrou, deixando-me sentada na minha secretária com o copo de Martini numa mão e o cigarro na outra. Pousei o copo e decidi pegar no telemóvel.

- Ainda estás aí? – Pergunto eu.

- Estou capaz de te matar. – Diz ele.

- Mas hoje não. Estou relaxada e coberta de esperma. Preciso de um banho e do meu gato. – Digo e falo a verdade.

- Deixa-me ir dormir contigo… - Pede-me.

- Depois de me ouvires foder com o porteiro do prédio, tu ainda me queres? – Perguntei, sem filtros.

- Sabes que sim. – Diz-me. – Jantamos? – Perguntou ele, não desistindo. – Vá, tens de te alimentar. E depois podemos ver um filme.

- Tu sabes que eu vou adormecer. – Digo.

- Sei.

- Cozinhas para mim? – Pergunto-lhe.

- Vens cá ter? – Pergunta ele.

- Sim, vou. Até já. – E desligo o telemóvel, ficando a sorrir para o aparelho e a pensar nos três orgasmos seguidos que ele teve e a perguntar-me se seria sempre assim.

Não tardei a sair da empresa e preparava-me para deixar o edifício quando vejo que o Ivo ainda está na Porta. Estranhei, mas rapidamente percebi que estaria à espera que saísse.

- Posso fazer-lhe uma pergunta Ivo? – Perguntei, aproximando-me e antecipando algo indiscreto.

- Sim, claro. – Respondeu ele.

- 3 seguidas, costuma ser habitual? – Perguntei quase num sussurro.

- Não, apenas se eu estiver inspirado… - Responde ele.

- E continua inspirado? – Perguntei-lhe provocadoramente, olhando para ele de cima a baixo e deparando-me com o caralho duro de novo. - Bem, tenho de ir. – Digo, fugindo literalmente de me tentar outra vez. E saí, com um sorriso parvo no rosto e que se manteve até chegar a casa do Nuno.

- Minha puta.

- Meu cabrão. – E puxa-me para ele, beijando-me nos lábios.

- Demoraste. – Disse-me.

- Foi o tempo de tomar um banho, vestir-me e preparar uma mala com as minhas coisas. – Respondo-lhe.

- Demoraste.

- Mas venho sempre e tu sabes. – Digo com sinceridade.

- Sei, sei-te de cor.


FIM

 
 
 

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