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MY ROOM MATE - PARTE II

Foto do escritor: Eva RibeiroEva Ribeiro


E naquele momento o toque dela soube bem, não me fez sentir a mais ou culpada por algo que desejava. Julgo nunca ter olhado para a Catarina daquela forma, mas naquele dia, contar-lhe aquele episódio do meu dia, fez-me perceber tanto de mim e ela apenas tinha ouvido e estava a devolver-me algo que eu ainda não tinha experimentado, mas queria tê-lo feito, sem saber porquê, como ou desde quando. Se fazia sentido alguém como eu, que apenas devorava os livros que lia para deles sorver o que a vida ainda não me tinha dado, naquele momento eu estava a sentir na primeira pessoa, sem necessitar de ler, o que era sentir...sentir o toque dela no meu corpo e estava a adorar.

Preparava-me para lhe perguntar se era a primeira vez, se já tinha experimentado antes, se já alguma vez este tipo de experiência lhe tinha passado pela cabeça, mas ela cobriu os meus lábios com os dela...e só me disse:

- Vais sentir...sentir-me e eu quero sentir-te toda....sem complexos ou vergonhas, deixamos as perguntas para o fim. Quero-te livre...sabes o que é isso? - Perguntou-me, desarmando-me.

- Cat...tu sabes a resposta... - Disse e quase me deu vontade de voltar a cobrir o rosto com a almofada.

- Sei...mas quero que sejas tu a dizer-me.

- Liberta-me...tira-me estas amarras que eu própria construí. - Pedi, ainda bastante focada na literatura que me era familiar.

- Henry Miller, Anais Nin, Sade, Bukowski...queres mais? - Pergunta ela surpreendo-me enquanto me circunda o mamilo esquerdo com o dedo bem molhado pela saliva que lhe escorria após o ter lambido. - Posso misturar com Austen, Virginia Woolf, García Márquez, Vargas Llosa, Plabo Neruda....e podia continuar, pois a lista é longa....e eu observo as tuas misturas. - Confessou-me e voltou a levar o mesmo dedo, mas desta vez à minha boca e pediu-me: - Lambe-o, chupa-o como se fosse o caralho do meu namorado que vem aqui de vez em quando fazê-lo enquanto tu finges que dormes...mas ouves, vês e sentes tudo....

Obedeci e chupei o dedo dela, não uma vez, várias vezes....até ela voltar o retirar o dedo da boca e o levar ao outro mamilo...repetindo o gesto do anterior...

- Adoro as tuas mamas...sempre que te despes, embora o faças sempre discretamente, observo-te...e gosto do que vejo. - Elogiou e eu fiquei sem saber o que dizer...fiquei em silêncio e olhei para as mamas dela...com os mamilos já endurecidos e, nesse momento, foi ela que pegou na minha mão e a conduziu até uma delas...e depois pegou na outra e fez o mesmo.

- Lis...mostra-me o que te apetece fazer... - Pediu ela, massajando com habilidade uma das minhas mamas.

E nesse momento, puxei-a ligeiramente para cima de mim e as mamas dela, penderam sobre o meu rosto e não tardei em apoderar-me de um dos mamilos e deixei que a minha língua o delineasse....desenhasse, antes dos meus lábios de apoderarem dele. Repito o gesto no outro mamilo...e páro, por breves instantes e é o gemido dela que me encoraja a prosseguir. Um gemido contido, de um querer mais, de um querer descobrir algo mais também. E nesse momento, começo a lamber cada um deles, chupando-o, molhando-o todo, e depois voltando-me para o outro...adoro os bicos dela....

- Primeira vez com uma gaja? - Pergunto, assumido o comando sem perceber.

- Sim é...fodasss, mas é tão bommmm....e vou-te mostrar o que é ainda melhor....

E nesse momento, senti uma das mãos dela descer sobre o meu ventre e começar a tocar....levemente nos lábios da minha cona que estavam tão molhados por estar tão excitada....e vi-a deslizar sobre mim, não contrariando o que sabia que sucederia.

- Cat...isto é uma loucura....não está certo....tu tens namorado....e és uma gaja e eu só te conheço há uns meses....

- Lis....sente a minha língua... - Diz ela e nesse momento, olho para ela....vejo os meus mamilos bem duros...o ventre liso...e depois uma cona depilada de que ela se apodera...primeiro com os lábios, depois a língua e depois os dedos....deixando-me sentir tudo...e eu deixo-me levar com tudo o que isso implica. Os meus gemidos não são contidos e liberto o que ficou encerrado nos livros que li...

- Isso...aí.... - Digo, já sem medo.... - Agora enfia um dos dedos para eu me vir....

- That's my Lis... - Pediu. - Dá-me esse orgasmo... - Disse, esticando uma das mãos para uma das minhas mamas e que acariciou sem meiguice, agarrando-a com desejo. E o movimento daquele dedo, que entrava e saia da minha cona, bem melado, simultaeamente à língua que afincadamente me lambia o clitóris...e deixo-me ir....ir...ir...ir...até me vir....mas não me deixo ficar...e depois de alguns segundos deitada, digo aquilo que ela não esperava ouvir.

- My turn... - E puxo-a para mim e deixo que se sente sobre o meu rosto e deixo que a minha língua percorra os lábios da cona dela enquanto ela vai apertando, delicadamente, cada um dos mamilos...cada uma das mamas, até se mover ao ritmo que precisa para se vir na minha boca. - E afasto-a de mim e deixo-a na cama, surpresa, a olhar-me, sem saber o que esperar e principalmente sem perceber porque interrompi o momento. E vê-me caminhar nua na direção de um dos armários dela e abrir uma das gavetas onde sei que guarda a maioria dos objectos sexuais dela.

- Como sabes que...? - Pergunta ela, mas fica sem reação quando tiro um deles, fecho a gaveta e volto para ela, ainda a recuperar de como a deixei. - Lis...tu sabes o que é isso? -Perguntou-me ela, como se estivesse a falar para uma criança.

- Antes de eu te responder a essa pergunta, preciso de te fazer outra primeiro.... - Digo invertendo o comando. - Queres? Gostas? - Pergunto-lhe com o strap-on numa das mãos e pronto a colocá-lo. Ela inicialmente não me responde...e, nesse momento, eu continuo, sem medo ou vergonha, literalmente liberta. - Tens limites Cat? - Pergunto. - Onde está a rapariga destemida e ousada que eu conheço e que gosta de experimentar tudo?- Digo perversa e provocadoramente, tentando ver uma reação.

- Tu queres foder-me? Foder a minha cona, até eu me vir com o strap-on? - Pergunta-me sem rodeios.

- Quero...e vou fazê-lo.... - Digo com assumida vontade.


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