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Acordei com um intenso orgasmo e que me deixou a tremer complemente dos pés à cabeça, não conseguindo evitar um sorriso perverso nos lábios. Virei-me para ti e dormias profundamente. Tentei rever o sonho que estava a ter e estavas nele, tu e uma mulher que eu não conhecia. Sem entender muito bem o sonho, sei que estávamos os três juntos, na mesa de um bar, daquelas mais altas e com bancos à medida.
Voltei a adormecer e o sonho voltou, ligando-se ao anterior. O mesmo bar, tu, eu e ela.
- Sim, ela também te quer comer. – Dizes-lhe e eu dou um gole no meu copo, olhando-a e confirmando o que tinhas acabado de lhe dizer.
- Queres mesmo? – Perguntou-me ela, tão direta como uma flecha.
Antes de lhe responder, reparei na forma como tinha o cabelo apanhado, o olhar intenso com que me mirava, os lábios com gloss apenas o suficiente para lhe dar um brilho. Desci o olhar até ao pescoço, ornamentado por um fio de prata com uma pequena cobra igualmente prateada. Vestia um top branco, acetinado e relativamente justo ao corpo, o que me permitia perceber duas coisas, primeira que não trazia soutien, permitindo-me ver perfeitamente a forma das mamas, e que eram do tamanho da palma da minha mão, e o tecido…esse exibia os mamilos, pequenos e escuros.
Olhei para ti e estavas a reparar no mesmo. Voltei a ela de novo e desci o olhar, parando a meio das pernas, cobertas por uma mini-saia em couro preto.
- Trazes cuecas? – Perguntei, sem sequer me dignar a responder à pergunta dela.
- Vou deixar que sejas tu a descobrir. – Disse-me, percebendo pela minha pergunta e eu pela resposta dela que tínhamos a mesma vontade.
- Posso pedir-te uma coisa? – Perguntei-lhe, mas não esperei a resposta. – Diz-lhe a ele se trazes ou não cuecas.
O olhar dela era perverso e percebi que tu estavas a tentar controlar a excitação que já não conseguias disfarçar. Ela aproximou-se de ti e demorou-se a dizer-te o que lhe tinha pedido. À medida que te segredava ao ouvido, percebi duas coisas, os mamilos dela ficaram mais duros e ao estender a minha mão na direção das tuas pernas, percebi que tinhas o caralho duro. Trinquei o lábio e esperei que ela terminasse, o que não tardou. Sentia-me a escorrer e o meu corpo ardia de desejo, mas sabia que aquele compasso de espera tinha um propósito.
- Já estiveste com algum casal antes? – Perguntaste-lhe.
- Não. Estive com dois amigos uma vez e todas as minhas outras aventuras/relações, até hoje, foram com homens. – Assumiu e devolveu a pergunta aos dois.
- E vocês? Também quero saber. – Inquiriu.
- Para nós, será a primeira vez com uma mulher. – Respondo, tentando não a assustar com o meu repertório.
- Nunca estiveste com uma mulher antes? – Perguntou-me a mim diretamente.
- Sim, algumas vezes. – Digo.
- Ah!!! Entendi, mas não estavas com ele. Hmmm…isso é interessante. – Diz e faz-me sorrir, deixando-me até um pouco sem jeito. – E gostaste? Foi bom? – Perguntou-me.
- Quero mostrar-te a ti e a ele e depois dizem-me qual o veredicto, pode ser? – Perguntei e bebi de um trago a cuba libre que restava no meu copo.
- Se não formos embora, juro que vamos ter de começar aqui… - Ameaças-nos.
- E porque não? – Pergunta ela, para surpresa de ambos. Ela não estava a ajudar, ou melhor, até estava, estava a entrar num jogo perigoso e que eu e tu gostávamos muito de jogar.
- Já volto. – Disse eu e fui ao WC, pedindo antes de ir outra bebida para mim.
Não me demorei e quando cheguei a minha bebida estava a ser colocada na mesa. Vi que também tinham pedido algo para beber e nesse momento em que tinha a vossa atenção concentrada em mim, coloquei em cima da mesa as minhas cuecas brancas e que era a única roupa interior que trazia por baixo do vestido que trazia.
- Isso quer dizer… - Diz ela, olhando para as minhas mamas.
E aproximou-se de mim, tocando o meu copo com o dela, movimento igual ao que fez com o corpo. Um movimento subtil, apenas para se colocar de lado para mim e de costas para o resto do bar. Sentei-me e senti a mão dela acariciar a minha perna, passando para a outra e sinto-te atrás de mim, contornando-me e colocando-te ao lado dela, inclinando-te para me beijares. A mão dela ia percorrendo as minhas pernas, alternadamente, numa lenta carícia e que me fez involuntariamente tocar-te no caralho por cima das calças. Estava tão duro, era impossível não ver, não sentir. E nisto ainda com a tua língua entrelaçada na minha, pego na mão dela e levo-a até ti e deixo-a acariciar o teu caralho, enquanto me delicio em tocar a saia dela, sentir o tecido macio do couro e descer até meio das pernas, passando do couro à pele. E guiada apenas pelo tato, subo a mão até ao meio das pernas dela, expectante para perceber se teria ou não cuecas. Os nossos lábios separam-se e olho na direção dela, ficando tu a perceber que a mão que te tocava era dela e mais excitado ficas quando percebes que a minha mão está prestes a ter a resposta à minha pergunta de há pouco.
Contrariamente ao que esperava, encontro tecido, macio, e através dele sinto os lábios da cona dela, bem volumosos e acaricio-os demoradamente até a ver reagir ao meu toque, um toque novo e inesperado.
- Qual a cor das cuecas? – Perguntas-lhe tu.
E nisto ela troca de lugar comigo e senta-se no banco alto onde eu me encontrava, virada para ambos. Ergue-se ligeiramente e desce as cuecas pretas, colocando-as no teu bolso, um claro convite a tocá-la. Percebendo que estava muito baixa para que isso sucedesse, ela ergue-se e fica de pé, virando-se ligeiramente para ambos. Segurou o copo de gin e bebeu um pouco, não demorando muito a sentir a tua mão subir-lhe pelo meio das pernas e começar a acariciá-la. Dou um gole na minha bebida e sinto a mão dela imitar o teu gesto. Uma alça do meu vestido descai e vejo o olhar dela fixar-se nesse detalhe. Percebo que os movimentos começam a ficar comprometidos pelo local em que estamos e sugiro que nos posicionemos noutra mesa ou vamos embora dali. A vontade em permanecer no local mantém-se e mudamos, sem dificuldade, para outra mesa. Desta vez ela ficou de costas para o resto do bar e colocou-se ao lado da mesa. Tu ficaste de um lado e eu mantive-me quase em frente a ela. Mas desta vez roçaste-te nela e o teu toque foi descendo por ela, desde o braço, passando pelas mamas, onde te demoraste para meu deleite e só depois, retomaste a carícia anterior. O braço dela estende-se, nesse momento, até mim e toca-me, pela primeira vez numa das mamas que o decote exibia apenas um pouco. Afastou para o lado um pouco o tecido do vestido e, sem pudor ou medo que possamos chamar à atenção, começa a tornear o mamilo e a apertá-lo entre os dedos. Percebe que gosto e passa para a outra mama, enquanto vejo o movimento repetido dos teus dedos na cona dela. Ela afasta-se, um pouco de ti, e aproxima-se mais de mim, continuando a acariciar o mamilo. Sem delongas, sinto a outra mão subir o vestido ligeiramente e tocar-me nos lábios da cona. Estou tão perdida, mas os meus olhos voltam-se para ti. Estás atrás dela e sentaste-te no banco alto, mas a tua mão, voltou a desaparecer debaixo da saia dela.
Enquanto me toca, segreda-me ao ouvido.
- Ele está a foder-me o cu e eu estou quase a vir-me. – Conta-me e sinto um dos dedos dela em cima do meu clitóris, pressionando-o de seguida entre dois dedos.
- Continua…eu também estou quase…estou quase…
E ela nem precisou de dizer nada, senti o orgasmo dela, como tu sentiste.
Volto a acordar com outro orgasmo, mas desta vez, os meus gemidos acordam-te e ficas a olhar para mim com um ar curioso.
- Isso foi um orgasmo? – Perguntas-me.
- Sim…tive um sonho. Depois conto, mas agora…fode-me…o cu…
FIM
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