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E a porta do elevador volta a fechar-se. E desta vez fui eu que me aproximei dele, encostei a cabeça dele à parede e obriguei-o a encarar-me, segurando a cabeça dele com uma das minhas mãos...e o sorriso perverso dele apareceu e eu devolvi-lhe o meu. Começo, lentamente a afastar-me dele…continuando a fixar olhar nele, desafiando-o, provocando-o, deixando-o naquele ponto de quase enlouquecer pela ausência do toque. E estrategicamente olho para o visor e percebo que estamos a chegar ao 10º andar.
- Parece que chegamos Marco. – Digo tentando dissimular a tensão criada.
Ele não me respondeu e deu-me a passagem, não descurando o cavalheirismo que até ao momento tinha pautado cada um dos seus movimentos.
Acompanhei-o, parando juntamente com ele, na porta do quarto que nos fora reservado.
Abriu a porta e convidou-me a entrar. Desfilei demorada e propositadamente, entrando para dentro do quarto ainda sem luz, o que me fez de imediato seguir as luzes da cidade e que entravam pela janela do quarto. Parei para as contemplar e olhei para a cidade em volta e ele percebendo este meu fascínio, deixou as luzes apagadas. Já era noite cerrada e as luzes da cidade convidavam-me a pecar. Senti-o aproximar-se de mim…e depois foi o toque dos dedos dele nas minhas costas, começando no pescoço e delineando os ombros, logo de seguida, que me fez estremecer.
- Antes de prosseguirmos Marco…. – E sinto-o parar por sentir que a minha voz denunciava algo mais sério. - Quero ter a certeza, antes de prosseguir que tem interesse nesta parceria e que nos podemos sentar, noutro momento, a discutir números e questões mais concretas…pois esta reunião não era suposto acontecer nestes moldes. – Digo provavelmente com o último laivo de razão que me assiste.
- Claro que há interesse e iremos fechar parceria. E fica tranquila que nos iremos sentar para discutir isso em pormenor, mas hoje já não há condições para isso. – Disse, aproximando-se mais de mim e, naquele momento, com uma atitude quase paternalista.
Suspirei e depois voltei a virar-me ao contrário, propositadamente.
- Despe-me. – Pedi-lhe.
E pouco depois, ele despe o meu vestido, que cai no chão, deixando-me completamente nua, apenas com as sandálias de salto alto calçadas. Não me virei propositadamente, esperei que também ele se despisse e voltasse para junto de mim. Senti o calor do corpo dele e ereção junto das minhas nádegas.
E os meus olhos fecham-se quando volto a sentir o toque dos dedos dele nas minhas costas, deslizando por mim e fazendo-me arquear o corpo todo, até os dedos dele deslizarem pelas minhas nádegas. Suspiro quando me abre as pernas….sinto-o baixar-se, já sendo os lábios dele que deslizam pelas minhas nádegas e que vai alternando com umas ligeiras mordidas. Gosto e ele demora-se, deixando-me ainda mais excitada. E depois sinto um dos dedos dele deslizarem do meu cu até à minha cona, para de seguida ser a língua dele a tocar os meus lábios, e nesse momento, não consigo conter um gemido.
- Marco…hmmm…. - Seguro-me a uma paredes da janela e deixo-me ir, sem que ele veja o olhar negro que nesse momento me assombra.
O toque da língua dele nos meus lábios e que percorre habilmente até ao clitóris deixam-me completamente rendida, com vontade de mais, embora saiba que estou muito perto de um orgasmo.
- Devo parar? – Pergunta-me ele, assumindo um falso controle e que sabe não ter.
- Nem te atrevas…. – Respondo prontamente. – Quero este orgasmo….
E justamente quando sinto os dedos dele entrarem e saírem da minha cona, alternando esse toque com a língua no meu clitóris, não me consigo controlar mais e o meu corpo cede ao prazer que ele me dá.
E só depois desse momento, me viro para ele e o puxo para mim…beijo os lábios dele e sinto neles o meu sabor. Pego, de seguida, na mão dele e levo os dois dedos que enfiou na minha cona à boca e lambo, demoradamente…continuando a sentir o caralho dele latejar e roçar no meu corpo…sedento do toque seguinte…do meu toque.
- Raquel… - A forma como diz o meu nome é deliciosa.…
- Fode-me. – Peço, quando tiro um dos dedos dele da minha boca.
E nesse momento, leva-me até à cama, bem perto da janela onde estávamos e deita-me sobre ela, cobrindo o meu corpo com o dele. Beija de novo os meus lábios e desce por mim, acariciando demoradamente cada uma das minhas mamas, endurecendo e molhando cada mamilo, alternadamente, quando a língua os percorre, uma e outra vez…
Desce um pouco mais, no meu ventre…e continua, até voltar a lamber, de novo, os lábios da minha cona, bem molhada.
Habilmente, enquanto fixa o olhar no meu, pega no preservativo que reparei já ter colocado sobre a cama e pouco depois é a ponta do caralho dele que sinto nos meus lábios, onde outrora os dedos dele me provocaram…e antes de o enfiar dentro de mim, vejo de novo o olhar dele fixo no meu, tentando perceber o que o meu olhar lhe devolve. E só nesse momento, vê tudo…vê tudo o que sou capaz de lhe dar e, nesse momento, começa a foder-me…exactamente como eu gosto e preciso.
- Deixas-me num estado de loucura. Como é possível? – Confessa, sem qualquer reserva.
- Shhhh….Guarda-te pois a noite é longa e eu estou faminta.
FIM
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