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A 30 MINUTOS DE TI

Foto do escritor: Eva RibeiroEva Ribeiro

- Preciso ver-te. – Dizes-me a acusar uma ausência que, não tendo sido prolongada foi marcada por encontros e desencontros que nem eu nem tu conseguimos controlar.

- Hoje não consigo. Estou cheia de trabalho por aqui e logo tenho a casa cheia.

- Não quero saber, vou ter contigo. – Sinto a urgência…. - Arranja uma forma…porque eu não aceito um não. – As palavras que me poderiam assustar, sossegam-me, transmitem-me uma estranha calma, a que eu preciso. Tu não invades o meu espaço…estás nele….por isso a sensação de alívio e liberdade.

O dia passou com as habituais atribulações… mas o tempo, esse insistia em não avançar, aliás em alguns momentos ia jurar que tinha mesmo parado.

Pouco passava das dez da noite quando no visor do meu telefone a tua mensagem aparece.

“ Estou a caminho. 30 minutos e estou aí. Quando chegar aviso.”

“Estaciona na rua lateral…é mais escura.”

E o tempo acabou por passar com a lentidão que já conhecemos quando se aproxima o momento de nos voltarmos a ver.

“Estou aqui amor”


O meu coração pára e depois recomeça a bater, aí já descontroladamente.

- Raios. Esqueci-me de uma coisa no carro. – Minto com mestria. - Vou ter que descer senão amanhã demoro o triplo do tempo para sair de casa. – Digo o ar mais aborrecido do mundo. - Olha vou aproveitar para levar o lixo. Não me demoro.

Desci pela garagem e caminhei calmamente ao teu encontro. Vi o teu carro parado mais à frente e depois de despejar o lixo que trazia, corri….corri para ti…literalmente ao teu encontro, pois o tempo que não tínhamos estava já a contar…

Entrei no carro sem medo, sentei-me….e naqueles instantes que antecedem o toque, são os nossos olhos que primeiro se (re)encontram….se (re)conhecem…

Eu suspiro…tu suspiras e, sem dizer sequer uma palavra, os nossos corpos aproximam-se lentamente como se tentassem camuflar a inevitável explosão….e são os nossos lábios que primeiro se tocam, subtilmente no início, mas com a urgência que se impõe no instante seguinte e em que as nossas línguas se entrelaçam, numa dança que é só nossa. Cheiro o teu perfume….inalas o meu...e quase instantaneamente os meus olhos fecham-se…apenas para sentir mais o teu toque em mim e que começa pelas linhas do meu rosto, para depois ser no meu corpo que imprime a maior intensidade…

Dizes o meu nome…digo o teu….

- Conduz até ali…. – Digo apontando na direção da praia.

Pouco depois saíamos do carro e caminhamos apressadamente, pelo passadiço, em direção à praia, onde por vezes me estendo nos dias de verão, umas vezes sozinha, outras acompanhada....e estar ali à noite é algo novo para mim.


Escolhemos uma qualquer duna do areal e, sem hesitação, deitas-me na areia e puxas-me logo para ti.

Recomeçamos onde tínhamos parado…

- Puta, vens sem roupa interior. – Dizes quando as tuas mãos descobrem a ausência de cuecas e a dureza dos mamilos através do fino vestido que me cobre o corpo.

- Cala-te e…tenta foder-me enquanto fazes amor comigo. – Digo e sei que a magia vai acontecer.

Baixas ligeiramente as calças, depois os boxers e vejo o teu desejo desenhado no teu caralho já bem duro. E sem hesitar, aproximo-me e deixo que a minha boca o envolva por completo, molhando-o ainda mais para mim. A minha língua saboreia o mel que dele já escorre….estás tão duro…tão pronto….


Mas a tua urgência de me sentir não te deixa esperar e puxas-me para ti…beijas de novo os meus lábios, enquanto me tiras o casaco que cobre o meu vestido de alças….e que desces sem pedir…. E é nesse momento que contemplas o corpo que tantas vezes passou pelas tuas mãos, já se perdeu a conta……e sinto finalmente o teu caralho entrar na minha cona bem molhada, enquanto as tuas mãos acariciam sofregamente as minhas mamas, para depois me puxares para ti para as lamber…saboreares os mamilos já bem duros, enquanto me fodes….como eu gosto e preciso. Foder….consumir tudo….é disso que ambos precisamos para acalmar o fogo interior que nos consome.

Os meus gemidos perdem-se na imensidão da praia e misturam-se com os teus quando imprimo um novo ritmo...monto-te como uma verdadeira amazona, deixando-te ver as minhas mamas balançarem com o meu movimento…um vai e vem que te enlouquece….que me enlouquece. E inesperadamente saio de cima de ti e fico a observar-te….provocadoramente…

- Que me fazes? Que queres mais de mim? – Perguntas-me meio perdido.

- Foder…Fode-me - E volto-me de costas para ti. Rapidamente me fazes baixar e ficar de quatro….levantas o meu vestido

- É isto que tu queres puta?

- Sim…diz-me as saudades que tiveste…mostra-me… - E mal tinha terminado a frase sinto o teu caralho voltar a entrar na minha cona….lentamente. Ouço-te dizer o meu nome…ouves-me dizer o teu….

E fazemos amor como todas as outras vezes, desde a primeira……..e as lágrimas escorrem do meu rosto nesse momento….pois quero prender-te ao meu corpo…quero sentir-te dentro de mim para sempre e não consigo….

Ouço-te dizer o meu nome….digo o teu…e percebes o tremor na minha voz….

- Isa…

- Fode-me…. – Peço e tu perdes-te num vai e vem que eu tão bem conheço….e fazes-me vir…um orgasmo que rapidamente precipita o teu e que quando acontece te faz agarrar-me demorada e intensamente, como se também tu me quisesses prender para sempre nos teus braços.

- Eu amo-te…não te largo nunca- Ouço-te dizer-me neste abraço ainda com os corpos entrelaçados um no outro….melados pelo que o prazer deixa agora escorrer.

Viro-me para ti e sem baixar os olhos, deixo-te ver como me consomes, como me deixas, como preciso do que temos.

- Isa…. - Dizes o meu nome e é dos teus olhos que vejo escorrer uma a primeira lágrima….


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