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Esta não é uma história minha, ou melhor vivida por mim...mas é a de um leitor que fez questão de me fazer chegar uma sua experiência...que aqui fica...narrada por mim para vocês.
A SAUNA
O final de 2020 foi para mim, como para tantas outra pessoas, atípico…e mesmo que me queira lembrar deste dia em particular, já não consigo…sei apenas que foi algures em Dezembro…um dia que tal como os anteriores foi mais um no meu vulgar calendário.
Nesse dia, contudo, apesar de estar sem ela…e a falta que me fazia era mais do que eu podia tolerar, a minha natureza ainda não me deixava reconhecer isso…era orgulhoso demais para admitir que falhara comigo, mas acima de tudo falhara com a única pessoa que realmente fazia a diferença.
Mas, como estava a dizer…
…nesse dia eu tinha claramente acordado com uma energia diferente dos outros dias…e era o dia…o dia de fazer algo novo.
Depois de alguns contactos fugazes pelo submundo, em que me perco sempre quando estou neste registo, encontrei o local ideal para me perder e também me encontrar numa pesquisa rápida no google. Uma sauna algures no Porto e ao qual ainda não tinha ido. Revi umas quantas críticas na diagonal e comecei a preparar-me, para sair de casa…
Quando olhei ao espelho, revi-me…estava lá e saí com uma roupa casual, uns jeans e uma blusa e o blusão preto em pele…e sem me esquecer do perfume que ela gosta. Bati a porta sem olhar para trás, como é meu hábito e não demorou muito a estar à porta do local.
Entrei, um pouco perdido, sem saber muito bem para onde me dirigir, mas ninguém diria que era a minha primeira vez, pois a minha expressão era tão segura…anos e anos de prática, tenho de admitir…e hoje o meu semblante, para além de cerrado era perverso….
Encaminharam-me para os vestiários e não foi difícil encontrar o local onde deveria guardar a minha roupa. Facilmente descubro o meu cacifo e depois de me despir, deixei a minha roupa no interior e peguei na toalha que estava dentro e enrolei-a em torno da minha cintura, saindo dali pouco depois. Estava um pouco nervoso, mas demasiado seguro no que queria e como queria sair dali.
E segui, por instinto, o cheiro a pecado que tresandava no ar e que se misturava com uma essência floral, incenso também e depois o vapor de água…que parecia vir ao meu encontro, como que para me puxar. E rapidamente dei por mim num espaço colectivo, partilhado por homens e mulheres e onde me sentei tranquilamente num dos cantos, percebendo que a minha presença, apesar de não ter sido motivo de alarido, foi notada, pois o grupo de homens e mulheres ao fundo, baixaram o tom ligeiramente. Sorrio…quando sinto que sou notado. Ainda bem, era exactamente isso que eu queria…causar reação…impressão e aproveitar o momento.
Deixei-me ficar algum tempo a adaptar-me ao ambiente, ao calor, às conversas…e fui observando, sem medo, o que me rodeava. Num canto estava um casal que me parecia estar num mundo aparte de todos. Ela estava semi-coberta pela toalha, que já pouco cobria e ele tinha mergulhado no meio das pernas dela, lambendo a cona, enquanto ela olhava em redor…não sei se em busca de alguém, se para encontrar algo que a excitasse…e nesse momento o olhar dela cruza o meu e fixa-o. Percebo o prazer que está a ter em ser observada e isso excita-me, excita-a. O olhar felino, perdido no prazer que ele lhe dá e o que obtém de eu a observar. O meu caralho começa a dar sinal, a latejar e a endurecer, mas coloco-me numa posição que não permite que ela se aperceba, simplesmente mantenho o olhar fixo nela, porque me faz lembrar…e quebro a sequência de pensamentos que viria, voltando o meu olhar para o grupo que vai trocando pequenas carícias entre eles…homens e mulheres, já nem sei precisar se em número par ou impar, mas claramente conheciam-se bem, pois a intimidade era notória. Ainda tentei perceber quem pertencia a quem, mas foi um exercício demasiado rebuscado para as minhas pretensões e, no meio daquele meu monólogo comigo próprio, vejo uma mulher sozinha entrar no mesmo espaço e sentar-se relativamente perto de mim. Morena, cabelo negro, olhos escuros e com uma toalha rosa choque e que contrastava com tom de pele dela. Estava, tal como eu, sozinha e ainda não podia dizer se era a sua primeira vez ou não, precisava de a observar primeiro para entender isso. Olhou em redor e cruzou o meu olhar, precisamente no momento em que a toalha dela descai ligeiramente e consigo ver uma das mamas dela. Não fez qualquer esforço de se compor, como se objectivo fosse esse mesmo, mostrar-se, seduzir…seduzir-me?
Levanto-me com o caralho duro, pronto…com uma vontade de a foder…e dou os primeiros passos na direção dela, percebendo nesse momento que o casal perto de mim já estavam a foder….e um ou outro do grupo ao fundo também, enquanto outros continuavam a conversar…embora notasse que a intensidade das conversas estava a aproximar uns e outras.
A minha atenção era sobre ela…nela…e percebi claramente que o olhar dela tinha fixado o meu e a toalha dela, desce um pouco mais. Eu seguro na minha, enquanto dou os primeiros passos na sua direção…
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