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CONTA-ME COMO FOI...

Foto do escritor: Eva RibeiroEva Ribeiro

SAUNA - PARTE IV



- Puta. – Disse-me ele num sussurro quando finalmente beijo os lábios dele e ele sente o sabor a esperma e que não era dele. Eu adorava quando ele me chamava puta, porque fazia-o de uma forma que só me dava vontade de fazer mais…e melhor…e normalmente coincidia quando eu tinha estado com outra pessoa. Mas, deixei-o ali a foder, enrolado com aquele trio, para depois me sentar na beira da cama, olhar através de um dos orifícios da divisória e encontrar o olhar daquele homem. Estava de novo fixo em mim e, devolvi o olhar…sentando-me na beira da cama e começando a masturbar-me para ele ver, numa clara provocação, um convite deliberado e que nenhum homem conseguia resistir. Sabia que ele não iria ser a excepção.

Quase adivinhava o estado de tensão crescente que ele estaria a sentir…a respiração dele deveria estar a ficar mais pesada…deveria ter o caralho a latejar, de cada vez que me via a enfiar, uma e outra vez os dedos na minha cona e a lambê-los, para de seguida o olhar, desafiando-o…sabia que ele queria foder-me…mas algo muito forte o travava e eu suspeitava que seria o amor por uma mulher, aquela mulher. Não era um amor qualquer, era um amor que tinha deixado uma marca demasiado profunda, tão profunda que libertara o lado mais selvagem daquele homem, deixando-o sem rumo, perdido num mundo que talvez até nem fosse o dele, mas talvez fosse a única forma que tinha de se salvar de si mesmo ou de se destruir completamente.

Continuava a tocar-me…a tentá-lo…e nisto ele desaparece por momentos, para pouco depois caminhar até mim, com o maior ar de cabrão à face da terra. Gostei…gosto de cabrões e quanto mais cabrões forem, mais gosto deles….e de certa forma este era um daqueles cabrões que mexia comigo.

- Para já não precisamos de mais…! - Diz-lhe o homem, com um ar de grande satisfação por ver a mulher ser fodida por dois homens, com dois caralhos bem mais vigorosos que o dele…um enfiado na cona e outro no cu dela…e nisto o meu olhar desvia-se do homem que caminha na minha direção, para me foder, e fixa-se no prazer da outra mulher, que já está toda esporrada nas mamas, mas continua a ser duplamente penetrada. Excita-me o olhar com que o marido a olha, a vê ter prazer…o prazer em oferecê-la…em a deixar à mercê deles.

E nisto o meu olhar volta-se quando ouço o homem falar:

- Não vim para ficar, mas sim para levar… - E sorri olhando para mim e estendendo-me a mão.

Nisto, o inevitável acontece e o meu namorado deixa de foder a outra mulher e aproxima-se de mim…dele...ainda com o caralho duro. Aliás naquele momento de tensão, em que ainda estou sentada, delicio-me em contemplar aqueles dois caralhos bem perto de mim…duros…a pulsar ainda de desejo…ou por estar a foder outra mulher que não eu e o outro com vontade de me foder. Como gostava desta sensação…daquela tensão, mas percebi rapidamente que o ambiente ficou mais pesado e vejo o meu namorado intervir de forma a reivindicar o que era dele:

- Quem disse que esta aqui algo para se levar…?! – Pergunta-lhe ele de forma provocatória, o que me deixa de tal forma furiosa pois detesto que falem de mim como se fosse uma coisa e pior, que tinha dono.

- Também ninguém disse que não está…?! – Respondi eu, levantando-me e indo ao encontro do outro homem. E de forma subtil digo-lhe ao ouvido:

- Eu vou, mas ele também vai…! Mostra-lhe o que sabes de mim…- Digo-lhe e sinto que estremece com as minhas palavras, mas percebo que está de acordo comigo. E, pouco depois, abandono o espaço com ele, sabendo perfeitamente que a minha indiferença vai fazer com que o meu namorado também me siga.

Fui até à zona do banho turco pois adoro o vapor de água, o calor que se sente naquele espaço… precisava disso. Ele seguiu-me sem hesitar, mas também não tardou muito a que o meu namorado também entrasse no mesmo espaço. Senti que precisava de remediar, de alguma forma, aquela tensão e dou um passo atrás e fui ter com o meu namorado. Dei-lhe um beijo no rosto e imediatamente agarrou-me pela anca, reclamando-me dele. E a tensão que ficou no ar excitou-me e não resisti e voltei-me ao contrário, e começo a montar-lhe o caralho, enquanto fixo o olhar no outro homem. Quero que ele veja o prazer que sinto, a forma como isso me muda, me transforma…quero ser fodida para ele ver…para ele sentir através de mim algo que me parece estar adormecido nele. Ele retribui o olhar, já não o desvia e sinto que se perde em mim...no meu olhar e no que ele lhe faz lembrar.

Caminha até nós e sei exactamente o que quer…quer lhe lamba de novo o caralho, mas rapidamente me desembaraço do meu namorado e procuro um preservativo no balcão mais próximo. Abro-o, sem hesitação, e ajoelho-me em frente dele, colocando-lhe o preservativo com a boca, chupando-lhe o caralho com vontade…e sinto o latejar…o pulsar do desejo dele em cada veia…

Quero foder…quero que ele me foda…preciso disso…preciso dele…e olho para trás e o meu namorado faz-me o sinal que eu esperava para prosseguir, para voltar a ser puta e ele assistir.

Ele agarra-me e puxa-me para ele.

- Ele vai ficar chateado….!! – Diz-me num tom irónico, quase de ameaça e que antecipa o que vem.

- Ele sabe que sou dele, e eu sei que ele é meu! - E sem, me deixar dizer mais nenhuma palavra, leva o caralho à entrada da minha cona, segurando-me pelas ancas, como que procurando a melhor posição para me começar a foder. E não tarda muito, numa estocada só enfia-me o caralho todo na cona, enquanto me vai beijando as mamas, que balançam enquanto me fode…como eu gosto e preciso…agarrando-me com uma força quase demoníaca…

E enquanto me fode, não resisto e digo-lhe num sussurro sentido:

- Fecha os olhos, e pensa nela…! – Digo-lhe enquanto me agarro a ele, colocando os meus braços em torno do pescoço dele. - Pensa nela e fode-me filho da puta, com esse demónio que carregas atrás desse olhar! – Digo-lhe sem me conter, quero que ele se perca, que se dê, que se liberte…

Sinto que aquelas palavras o atingem e percebo que se não estivesse tão agarrada a ele, o meu corpo iria sair marcado, mas a forma como me fode…estocada atrás de estocada, mostra-me que ele me ouviu…e está exactamente a fazer o que lhe pedi, a pensar na Ana dele. Sinto-o duro…tão duro dentro de mim…e escorro de tão excitada estar…de me sentir no meio de algo maior do que ele e do que eu…

E nesse momento tiro-lhe o preservativo, enquanto lhe agarro o caralho com as duas mãos e começo a tocá-lo, olhando de relance para o meu namorado. Quero que ele se venha nas minhas mamas, sobre os meus mamilos bem duros…e já cobertos de gotículas de água e suor…

Ele não tarda a esporrar-se todo em mim…num descontrolo completo e eu deixo-me ficar propositadamente, ficando o esperma a escorrer sobre mim, mas não deixo de fazer algo que adoro, que é provar…e levo um dos meus dedos a um dos mamilos que está coberto com o leite dele e lambo-o…saboreio-o…um néctar divino.

E não tardo muito em erguer-me e sair dali com o meu namorado, não olhando sequer para trás…nunca se olha para trás, nenhuma puta o faz…e saio a sorrir perversamente, porque apesar de tudo sinto que, de certa forma, lhe tinha deixado o corpo um pouco mais leve, mas a alma…essa continuaria atormentada…até a voltar a encontrar. Mas esse caminho era dele…e não seria uma puta como eu que o iria conseguir ajudar, seria a puta dele, que tinha um nome e ele sabia-o de cor:


Ana.


FIM

 
 
 

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