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ESCAPE(S) - PARTE I

Foto do escritor: Eva RibeiroEva Ribeiro

Não estávamos a fugir, mas a verdade é que assim parecia.

- Só podes levar uma mochila. – Disseste-me na noite anterior.

- Mas vamos para onde? – Perguntei, tentando saber que roupa, que calçado levar… - E para quanto tempo?

- Neste momento não te consigo dizer… - E ficaste em silêncio, aguardando a minha resposta.

- Combinado, às 21h00 estarei lá. – Disse-te e o meu coração começou a bater descontroladamente.

- Até já amor. – Despedimo-nos quase em simultâneo.

Ir ou não ir, eis a questão? Passaram-me mil e um pensamentos pela cabeça…e um deles foi, de facto, não ir ter contigo, fingir que tudo não passara de um sonho, de uma realidade paralela, mas rapidamente a angústia por tentar impedir todas as promessas feitas, o que nos ligara desde o primeiro olhar…tornaram ainda mais urgente a minha ida, a minha fuga. Sim, naquele momento eu fugia, mais de mim própria, do que da minha vida e tu parecias ser o único a entender-me, a ver-me, a saber-me e a ter todas as certezas, mesmo sabendo que do risco que corrias por saber que me podia escapar a qualquer momento e pior…o risco de saber que éramos demasiado iguais em quase tudo.

Jeans, uma fina blusa e o blusão preto, uns ténis e entrei no carro…encurtando a distância que nos separava.

Cheguei, propositadamente, cinco minutos mais cedo do que a hora que tínhamos marcado, estacionei o carro e saí, encostando-me lateralmente…e não tardaste muito a chegar perto de mim, mas contrariamente ao que esperava, vieste de mota. E soube disso mesmo antes de te ver, quando ouvi aquele roncar familiar. Não olhei logo para ti, quis tardar aquele momento, sentir-te aproximar…tentando, a custo, controlar o ímpeto de correr para ti, tal era a ansiedade que sentia. Paraste ao meu lado e fiquei a olhar-te, olhas-me também e só aí me aproximei de ti para te beijar. Aquele beijo que nos diz tudo sem precisar de palavras.

- Vamos? – Dizes-me, sem desligar a mota. – Pega na tua mochila e coloca este capacete. – Dizes-me entregando-me aquilo que eu já esperava há meses.

Fico em silêncio, propositadamente, e percebo que isso começa a deixar-te inquieto. Vejo-te tirar o capacete e percebi que te preparavas para desligar a mota.

- Não desligues… - Disse-te apenas.

- Estás arrependida? – Perguntaste. Como gosto de te abalar sempre que posso e faço-o tão bem e por isso não te respondo logo. – Que se passa? – E por momentos vejo-te inseguro, apesar de teres sempre todas as certezas.

- Vais ter de me ajudar a colocar o capacete e tens de ser tu a apertá-lo. – Digo e sorrio, com a perversidade que me conheces.

- Puta. – Ouço-te chamar e aproximo-me mais ainda de ti.

- Chamaste-me? – Perguntei desafiadoramente, deixando que me ajudes.

Pouco depois monto a tua mota e arrancas. Agarro-me a ti, não demasiado, mas o suficiente para te tocar e sentindo o trepidar do motor entre pernas. Não vais demasiado rápido, mas o suficiente para eu sentir tudo o que preciso.

- Pára quando puderes. – Pedi-te depois de fazermos alguns kilómetros de estrada consideráveis.

Nem questionaste o meu pedido e poucos kilómetros depois paramos numa zona florestal, que nem nos obrigou a sair muito do percurso que fazíamos. Tu tinhas o direito de me levar, sem questões, e eu adquiri o direito, nesse momento, de exigir as paragens que precisava, sem te dizer sequer a razão. Não questionaste quando te pedi para percorremos a pé um pequeno trilho de mato. Estava a anoitecer, o que ainda nos permitia ver o caminho, mas sabíamos que não tardaria a ficar mais escuro.

E o meu silêncio tornou o momento ainda mais tenso, mas quando parei na primeira árvore, virando-me de costas para ti, soubeste exactamente o motivo. Baixei os meus jeans, deixando apenas as cuecas e sem dizer uma palavra, sinto-te encostar a mim…roçar o teu corpo no meu, obrigando-me a sentir o teu caralho já duro pela provocação. Apertas nesse momento o meu pescoço…e sinto o primeiro sinal do teu descontrolo…e como gosto…

E inesperadamente liberto-me de ti, subo rapidamente as calças e prossigo o trilho, permanecendo em silêncio. Vejo-te enfurecido com o meu gesto, tentando a custo controlar o ímpeto de me agarrar e foder à força ali e não noutro local qualquer….

Andamos um pouco mais e paro quando vejo um tronco tombado no nosso caminho e era justamente aquilo que precisava. Tiro o meu blusão e obrigo-te a sentar em cima dele.

Tiro as calças de ganga, as cuecas e aproximo-me de ti, descalça e apenas com a blusa no corpo. Naquele momento percebeste que não trazia sequer soutien e sento-me no teu colo, de frente para ti. E não são precisas palavras para o que se segue….tu conheces a linguagem que eu preciso de sentir no meu corpo…e até de olhos fechados consegues fazê-lo. Sinto os teus dedos percorrem o meu rosto, delineando os meus lábios e deixando que um dos dedos lentamente deslize para dentro da minha boca. Lambo-o como se fosse o teu caralho e depois liberto-o para prosseguires com o toque que eu preciso de continuar a sentir. As tuas duas mãos acariciam, ao de leve, cada uma das minhas mamas, já antevendo antes desse toque, a dureza dos mamilos…que se salientam através do tecido da blusa. Apertas cada um dos mamilos e desces pelo meu ventre e começas a tocar-me nos lábios da minha cona, molhada pela excitação que sinto.

Lentamente desaperto-te as calças e retiro-te o cinto…baixas os boxers justos ao corpo e começo a tocar-te no caralho, fazendo-o deslizar por uma das minhas mãos, uma e outra vez…masturbando-te, até sentir a ponta bem molhada e que me faz aproximar mais de ti e entrelaçar as pernas ao teu corpo, deixando o teu caralho deslizar pelos meus lábios e ficando molhado com o meu mel, mas sem me penetrar…apenas roçando, provocando, aumentando o desejo de mais…mas sem ousar fazer mais…pois sabias as regras e o comando era meu.

E nesse momento pego no cinto, que tinha pousado na árvore onde nos sentamos e passo-o em redor das minhas mamas, apertando-as com ele em volta e quando me aproximo de ti, obrigo-te a segurar-me através dele. Ao mesmo tempo, faço deslizar o teu caralho pela minha cona, roçando nos meus lábios ainda mais molhados, fazendo-o deslizar para o meu cu…abrindo-o lentamente, sem pressa, mas deixando-me sentir tudo…à medida que começas a foder-me. E com o cinto consegues controlar os movimentos e eu a profundidade da penetração…uma combinação que nos transcendia e para a qual não eram precisas palavras, só o mesmo sentir.

- És louca…somos loucos… - Dizes as primeiras palavras quando percebo que o teu orgasmo está perto.

- Shhh…cala-te e fode-me. – Disse enquanto as minhas pernas faziam mais pressão em redor da tua cintura e o teu caralho se afundava mais e mais no meu cu…

- Puta….

- Sim, cabrão…bem-vindo ao meu inferno.

 
 
 

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