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ESCAPE(S) - PARTE II

Foto do escritor: Eva RibeiroEva Ribeiro

E ardemos juntos…


Puxas mais pelo cinto, apertando-me mais as minhas mamas, sentindo a pele do cinto roçar nos mamilos, marcar-me o corpo, fazendo com que o meu corpo se fundisse mais ao teu…que o teu caralho entrasse mais ainda no meu cu e que aperto voluntariamente, fazendo-te explodir num orgasmo que te fez gritar o meu nome…uma vez…outra e mais outra. Venho-me nesse momento, deixando-me ficar deitada sobre os teus joelhos, ainda com o cinto a apertar-me as mamas. E nesse momento, fico ainda com o teu caralho dentro do meu cu.

Pegas no telemóvel e vais tirando algumas fotos. Ignoro-te…deixo-te…estou simplesmente a gozar o orgasmo que ainda percorre o meu corpo….e sinto-me livre….finalmente livre.


- Primeira paragem…check…- Digo perversamente e voltando a montar a máquina que adoro ter entre as pernas: a tua mota.

E arrancamos rumo ao destino que só tu conheces. Mais uns kilómetros de estrada e paramos numa pequena localidade perto do mar.

- Que estás a fazer? – Pergunto olhando para ti e vendo-me com uma máquina fotográfica apontada a mim.

- O que me apetece…a captar momentos. – Dizes-me simplesmente.

- Eu sou um momento? É que estás a apontar a câmara para mim. – Digo-te.

- Um momento? Não…definitivamente tu és a eternidade… - Ouço-te dizer e paro subitamente perto de um miradouro, olhando para a arriba que se estende à nossa frente e que é banhada pelo Atlântico.

- Por onde se desce? – Pergunto-te.

- Por ali….por que perguntas? – Devolves-me a pergunta.

Ignoro-te e prossigo.

- Detesto quando fazes isso. – Dizes e sei que sentes precisamente o oposto.

Ignoro-te e prossigo. Segues-me e pouco depois já estamos no areal. Descalço-me e começo lentamente a despir-me, espalhando as roupas pelo caminho.

- Onde é que tu estavas? Por onde é que andavas? – Perguntas mais para ti do que para mim.

- Vens? – E convido-te para um mergulho no mar, mas prossigo sozinha, apanhando o cabelo. O mar está calmo e convida a um mergulho, mas deixo primeiro a água molhar os meus pés e tu, entretanto alcanças-me. Estás nu como eu... e tal como eu experimentas novas sensações.

- Estás feliz? - Perguntas-me.

- Sou feliz...estou feliz... - E nesse momento dou umas passadas em frente e mergulho no mar. A água está fria e eu sinto-me tão quente…

Vens ao meu encontro sem dificuldade, mas sabes que estou fora da minha zona de conforto e quando me alcanças beijas-me. Sabes a sal…sabes a mar…e deixo-me levar pelo teu beijo, entrelaçando, pouco depois, as minhas pernas em redor do teu corpo para que me sintas toda. E sinto o teu caralho bem duro roçar os lábios da minha cona, tentando-me, mas não te deixo começar a foder-me, como iria acontecer certamente, deixo-me simplesmente ficar entrelaçada em ti e, lentamente, inclino-me para trás, ficando a flutuar, deixando a luz da lua iluminar o meu corpo, as minhas mamas, que tocas, redesenhando-as...delineando cada mamilo, sem pressa, como se eu fosse uma tela e tu o artista.

E pouco depois puxas-me de novo para ti, beijas os meus lábios e ficas a olhar para mim, como se me devolvesses o primeiro olhar…onde repouso o meu.

- Amo-te, sabias? – Dizes.

- Amo-te, sabias? – Respondo com a inevitabilidade que sempre nos ligou.

- Mas agora temos de ir, estás gelada. – Dizes de forma paternalista, puxando-me pela mão.

E, já no areal, fomos lentamente recolhendo a roupa que espalhamos e felizmente, a aragem quente da noite foi secando o nosso corpo. Sem pressa e, tendo finalmente todo o tempo do mundo, fizemos o percurso inverso e, já no alto, voltas a fotografar-me, a fotografar a praia e caminhamos pela rua até alcançar de novo a mota. Desta vez o trajecto foi pequeno e pouco depois paramos junto a uma pequena casa, não muito longe de onde tínhamos estado antes. Fazes um telefonema rápido e pouco depois, vejo-te ir buscar algo, num recanto perto, e percebo tratar-se da chave que nos vai abrir a porta.

- Benvinda ao meu inferno…

Entro sem medo onde já pertenço, de onde nunca saí e de onde nunca me expulsaste.

 
 
 

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