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Entro e começo a despir-me…preciso urgentemente de um banho quente e vou direta à casa de banho, mesmo sem saber onde é. Não me guias, apenas me segues...
Facilmente descubro a casa de banho ao fundo do corredor, mas sem prestar grande atenção à casa. Não por falta de vontade em descobrir, mas porque naquele momento o meu corpo pede outra coisa... é algo mais primário e ao qual tenho de obedecer cegamente.
Não são precisas palavras...apenas o motivo para eu estar ali e tu estares comigo.
Olho para ti, enquanto vejo a água quente escorrer pelo meu corpo nu e que rapidamente sente a proximidade do teu, saboreando o mesmo prazer, mas sem o toque, apenas o quente da água e a minha presença.
Mesmo sem nos tocarmos, olhamos para o corpo nu um do outro e sentimos que o desejo nos liga, mas tardamos o toque...propositadamente.
Já no quarto e, após esvaziar a mochila que cada um trouxe, aproximo-me de ti e conduzo-te até à cama, obrigando-te a colocares-te de quatro e prendendo, posteriormente, os teus pulsos à cabeceira da cama.
- Não tens medo? - Pergunto-te curiosa, mas sabendo de antemão a tua resposta.
- Não...não tenho medo de ti. - Respondes o que eu já esperava ouvir.
- Mas devias...não ter limites pode ser perigoso. - Digo-te.
- Não quando se ama...
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E nesse momento aproximo-me de ti e vou deslizando as minhas mãos, bem oleadas, pelo teu corpo nu, massajando-o lenta, mas incisivamente, desde as costas até às nádegas, percorrendo as pernas...e fzendo o imverso, mas demorando-me quando me aproximo das nádegas de novo. Contorno- as e começo a masturbar-te, deixando o teu caralho, bem duro, deslizar, pela minha mão e fazendo, de imediato, o teu corpo reagir ao prazer que este gesto te proporciona. E nesse momento, procuro algo que possa usar como venda e descubro nas coisas que levei um lenço que serve perfeitamente para o efeito que pretendo. Já depois de te vendar, procuro as tuas calças, e retiro delas o cinto que já usaste em mim.
Estás vulnerável e excitado...duas posições aparentemente incompativeis, mas que neste caso encaixam perfeitamente.
- Puta...que me vais fazer?
Não te respondo, apenas te deixo sentir a pele do cinto percorrer o teu corpo e quando chega perto de uma das nádegas, uso-o para te marcar...suavemente...e repito o gesto na outra nádega, fazendo-te desejar mais. Pouso o cinto e volto, pouco depois, a massajar o teu caralho...que lateja de desejo....por mais....
E nesse momento, afasto-me de ti e vou procurar um dos meus vibradores e escolhi o anal. Deixo-te sentir a vibração quando o passo por uma das tuas pernas e depois pela outra. E, propositadamente, espero algum tempo, até repetir o gesto, mas desta vez nas tuas nádegas.
- Hmmmm - Os teus gemidos encorajam-me a prosseguir.
E prossigo, passando o vibrador pelo teu cu, estimulando-o com a vibração...enquanto, ao mesmo tempo, volto a tocar-te no caralho, que continua duro, sedendo de mais...
- Pede... - Ouves as minhas palavras.
- Sou teu.
E nesse momento, perco-me por completo e deixo o vibrador, bem oleado começar a entrar lentamente no teu cu enquanto te toco no caralho...uma mistura explosiva à qual te rendes sem dificuldade. Pego no cinto e volto a marcar uma das tuas nádegas e depois a outra.
- Puta...estás a deixar-me...
E nesse momento retiro-te as amarras dos pulsos, mas mantenho-te vendado. Quero que sintas mais...e mais...e deito-me, simplesmente, por baixo de ti e começo a lamber-te o caralho, deixando que, a dado momento, sejas tu a mover-te livremente, enfiando-o na minha boca, sendo o prazer a ditar o ritmo que empregas nas tuas investidas....até eu te travar, a custo.
- Puta...depois não te queixes. - Ameaças pelo prazer interrompido.
- Tal como tu, não tenho medo de ti. - Digo e deito-me à tua frente e obrigo-te a lamber a minha cona, até me fazeres vir na tua boca...e delicio-me quando te beijo para sentir o meu sabor em ti, o que ficou nos teus lábios. Depois desse beijo, coloco-me debaixo de ti, virada de costas e roçando as minhas nádegas no teu corpo...no teu caralho duro, até sentir as tuas mãos pressionarem as minhas nádegas com força, antevendo o movimento seguinte e que travas, desta vez, para testares tu os meus limites.
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- Pede....pede-me puta....- Uma ordem que não consigo recusar, pois preciso de sentir o teu caralho na minha cona.
- Fode-me... - E mesmo vendado...sentes-me...e tocas-me ainda mais intensamente...e nesse momento sabes que mesmo não vendo...sou tua.
Eu sei que libertei o demónio aprisionado em ti e lhe dei asas para voar...para chegar a mim, com a mesma intensidade que sei chegar a ti. E chegaste e eu sei o que isso significa.
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Acordei nesse momento, sobressaltada, sem saber exactamente onde estava, mas reconheci, de imediato, o meu quarto...a minha cama e, mesmo antes de olhar para o lado, sabia o que ia encontrar: o mesmo lugar vazio de sempre.
FIM
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