
Chovia torrencialmente e mesmo assim, isso não me impediu de sair. Apesar da chuva a temperatura era amena e eu provavelmente seria das poucas pessoas que deambulava tranquilamente na rua, deixando os pingos da chuva cairem sobre mim. A verdade é que por mais pessoas que passassem por mim, poucas reparavam...não no facto de eu estar molhada, mas o facto de eu ter uma expressão perdida, vazia, sem norte. Ouvi o telemóvel tocar dentro da pequena bolsa que trazia, mas ignorei o som e a identidade de quem pudesse querer ouvir-me...ser ouvido. E neste meu pequeno passeio, vou dar a um pequeno parque e sento-me num banco de jardim, ignorando por completo o quão molhado ele estava. Recostei-me...e deixei-me ficar...até ouvir uma voz ao fundo chamar por mim:
- Inês...Inês... - Ignorei tendo a certeza que não era para mim.
Pouco depois, deito a minha cabeça na parte traseira do banco e deixo a chuva cair diretamente no meu rosto...sentindo prazer naquela diferença de temperatura: o meu corpo quente e a chuva fria...sentia...estava viva.
- Inês....fodasss. Porque não atendes as minhas chamadas? - Perguntou-me uma voz conhecida...a voz da qual fugia.
- Porque vim passear até ao parque. - Disse não abrindo os olhos e evitando a realidade.
- Inês... - E vejo-a sentar-se ao meu lado. Sinto o calor do corpo dela junto ao meu....um calor familiar...um calor que me trazia memórias de um passado recente e do qual fugia. - Volta. - Pediu-me ela e nesse momento os meus olhos abriram e olhei na direção dela.
As palavras não saiam...
- Deixa-me. - Disse pouco convincentemente, enquanto a água já escorria pelo meu rosto, pelo meu corpo...e vejo-a abrir um guarda-chuva vermelho, da mesma cor do banco onde eu me sentara e ocultar-nos de olhares transeuntes alheios que passavam perto.
E lentamente as mãos dela tocaram no meu corpo, incendiando-o de imediato, mas não reagi, deixei-me simplesmente ficar à mercê daquele toque...da mão que delicadamente subia uma das minhas pernas...percebia rapidamente que não tinha roupa interior e continuava a tocar-me...nos lábios...misturando a água da chuva com o meu mel.
- Estás tão molhada....como é possível? - Perguntou e uma vez mais a resposta à pergunta foi o meu silêncio.
E quando senti um dos dedos deslizar pelos meus lábios e entrar dentro da minha cona, não contive um gemido...e nesse momento baixei as alças do vestido e deixei que ela visse a minha entrega plena áquele prazer.
- Porquê? - Pergunta ela, sem entender o porquê de eu ter saído de casa sem avisar, com um tempo daqueles...
- Acaba o que começaste. - Foi a única coisa que consegui dizer, submersa naquele meu mundo.
E masturbou-me até me vir...uma vez...duas vezes...até me cansar daquilo.
- Podemos ir embora agora? - Perguntou-me por fim...
- Nem pensar...agora vou saciar-me... - Disse, sentando-me em cima dela, de frente para ela e exibindo as minhas mamas bem molhadas em frente a ela, começando a tocar-me...tentando a custo segurar no guarda-chuva.
Aproximo-me mais e fico com o meu nariz colado ao dela...olhando fixamente o olhar dele no meu...esperando que os meus lábios repousassem nos dela, o que acaba por acontecer pouco depois. Um beijo quente, molhado e que me traz de volta...
- Inês...Inês.... - E acordo com o teu rosto próximo do meu. - Estavas a ter um sonho....
- Simmmm. - Acordei estando ainda presa ao banco, mas vendo-te a olhar-me, também a tentar resgatar-me.
- Não te queria acordar.....mas....
- Mas, cala-te e fode-me....estou toda molhada...
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