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Café com Sabor... - Parte II

Foto do escritor: Eva RibeiroEva Ribeiro

Fizemos o embarque juntos e apercebi-me nesse momento que não só ia em primeira classe como eu, mas também fez questão de sugerir dois lugares juntos. O estilo dele era casual com extremo bom gosto, calça em sarja beje semi-justa e camisa branca relativamente moldada ao corpo, sapato mocassin a condizer e uma mala de executivo pela mão. - Onde me vim meter? – Pensei para mim, mas sei que já é habitual dizer estes pensamentos em voz alta. - Num avião com destino a Milão e na minha companhia. – Disse ele muito rapidamente. E enquanto a hospedeira nos ia questionando sobre as bebidas que ambos queríamos para beber, lembrei-me do mais elementar. - Fala-me de ti…. – Disse eu tentando não perguntar directamente o nome e a idade e outras tantas questões que iriam surgir. - É justo. – E riu depois com um sorriso que eu identifiquei imediatamente como perverso e quase me fez querer abusar dele. – Chamo-me Rafael, tenho 35 anos e sou acompanhante de luxo há mais de 15 anos. - Fala-me mais dessa tua profissão e que, na verdade, até é a razão de estarmos aqui agora. - Gosto do que faço e sei que o faço bem. O meu objectivo é agradar, acompanhar, dar prazer…. – E interrompi-o. - Eu sei o que faz um acompanhante de luxo, mas quero que me digas o que te levou a seguir esse caminho, porque te mantiveste nele, o que gostas….sei lá, quero saber mais qualquer coisa do que o óbvio. – Pedi curiosa. - Muito bem. A minha estreia foi casual e foi com uma amiga da minha mãe.

Veio passar uns dias lá a casa mas o facto de a minha mãe ter tido uma conferência fora do país, que a obrigou a ausentar-se, fez com que tivesse de ficar por perto para a acompanhar nas visitas pela cidade e outras coisas que ela poderia ter vontade de fazer. E foi num desses momentos em que ia a conduzir que ela começou, sem motivo aparente, a descer o vestido que trazia e começou a masturbar-se ao meu lado. Inicialmente tentei ignorar, tentei mostrar a maior indiferença para que isso a demovesse de continuar, mas fui surpreendido pela minha erecção e que não lhe passou despercebida. – Suspirou e depois continuou. - Ainda me lembro como se fosse hoje. Disse-me para irmos até a um hotel ali perto, mas tentei dizer-lhe que não achava correcto por ela ser amiga da minha mãe. - Mas ela era bonita? – Perguntei perfeitamente envolvida no que ele me contava. - Sim, para além de bonita, era uma mulher muito interessante e tinha um corpo impressionante, afinal só tinha 43 anos. Estava muito bem cuidada e eu estava a ter uma dificuldade imensa em dizer que não e ela percebeu a minha hesitação, mas foi mais longe. E foi aí que tudo começou. Disse-me que pagaria o hotel e me oferecia 500€ pelos meus serviços…. – E interrompi-o propositadamente. - Excitou-te a proposta que ela te fez? – Perguntei sem rodeios. - Inicialmente achei que não estaria a agir correctamente, mas o meu corpo pedia. E ser pago para lhe dar prazer foi a cereja. Sim, isso excitou-me e essa sensação acompanha-me desde esse momento. - Então és tu que escolhes, basicamente? – Perguntei curiosa. - Basicamente sim. Todas as minhas clientes foram escolhidas por mim, outras recomendadas, mas todas as mulheres com quem estou o interesse que sinto é genuíno. - E conta-me mais sobre essa primeira vez… - Pedi, tentando ignorar ele ter-me dito, indirectamente, que me escolhera. - Contarei, mas primeiro vou pedir uma pequena manta para ti. – Disse-me ele. - Mas eu não tenho frio, aliás estou com imenso calor. – Confessei. - Eu sei, por isso sugiro que tires esse casaco fino e que tapes as pernas com a manta que a hospedeira me der. – E por momentos aproximou-se de mim, sobrepôs o seu corpo sobre o meu e discretamente percorreu uma das minhas pernas até chegar às cuecas, tocando-me ao de leve por cima do fino tecido. – Estás quente e molhada. Não te apetece começar já a ter prazer? – Perguntou ele sem rodeios, voltando à sua posição. - Sim…pede rapidamente essa tal manta. E continua a contar-me. – Pedi quase dando-lhe uma ordem. Depois de o ver encaminhar-se em direcção à hospedeira para pedir a manta, tirei discretamente as cuecas e guardei-as na minha bolsa, aguardando a chegada dele. Mal chegou entregou-me a manta e cobriu-me as pernas, voltando a repetir o gesto de há pouco, constatando que eu já não tinha cuecas. - Não perdeste tempo. – Disse ele com um sorriso travesso no rosto. - Continua…. – Disse eu já impaciente e com uma das mãos entre as pernas e completamente oculta pela manta que ele me trouxera. E ele continuou…


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