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E continuou a contar-me e eu a ouvi-lo…recriando o filme passado e o presente e que decorria a bordo do avião TP483 com destino a Milão. - Quando entrei naquele quarto de hotel pela mão dela, estava nervoso e sem saber como deveria sequer agir, não pelo facto de nunca ter estado com uma mulher antes (porque mulheres na minha vida nunca faltaram, se calhar até foi mais o oposto que sucedeu), mas por ser uma situação diferente de todas as outras que tinha vivenciado. Contrariamente a mim, ela sabia mover-se naquele meio e o facto de eu ter quase metade da idade dela, deu-lhe ainda mais confiança e poder. – E suspirou quando percebeu que os meus olhos se fechavam para saborear cada momento descrito. – Mas rapidamente o meu nervosismo foi travado quando ela avançou sobre mim. Começou a beijar-me e ao mesmo tempo a tocar-me, como se me explorasse pela primeira vez, como se quisesse que o tempo parasse e ela própria quisesse saborear o que raramente conseguia fazer com os homens da sua idade. E comigo ainda vestido desceu sobre mim e desapertou-me as calças, desceu-as e voltou a subir por mim acima, como uma serpente a rodear a sua presa, minutos antes de a devorar. – E foi interrompido pela hospedeira que, entretanto se aproximou das nossas cadeiras e estendeu-nos os dois copos de vinho que ambos tínhamos pedido.
- Vão desejar alguma coisa para acompanhar o vinho? – Perguntou ela para os dois. - Queijo. – Disse eu, expressando-me com alguma dificuldade e que ele acabou por completar. - Uma tábua com queijo e enchidos para os dois. – Ouço-o pedir e aceno afirmativamente. - Com certeza. – E pouco depois abandonou-nos, deixando-me novamente entregue ao prazer de o ouvir contar-me o que sucedera naquele quarto de hotel e que fora a sua iniciação enquanto acompanhante de luxo. - E o resto podes imaginar como foi. Fodemos a tarde toda. – Disse ele tentando rematar a sua história e talvez dar início a outra. - Nada disso, o meu orgasmo não tarda, mas quero detalhes Rafael e mais prazer. Conta-me o que até hoje não foste capaz de contar a ninguém. É que o terem feito sexo a tarde toda e nos restantes dias depois desse, eu sei que sucedeu. Agora quero muito mais que isso. – Disse e nesse momento, ele percebeu duas coisas, que tinha escolhido bem e que eu não procurava vulgaridade. - Voltou a beijar-me, desta vez com mais intensidade e ao mesmo tempo começou a tocar-me. E pouco depois afastei-me ligeiramente dela e comecei a despir-me, vendo-a deixar cair o vestido no chão, mostrando-me que a ausência de lingerie já tinha sido premeditada no momento em que saiu de casa comigo. Não esperei que ela viesse ao meu encontro, avancei eu sobre ela e encostei-a a uma das paredes. Lembro-me de lhe dizer: “é prazer que procuras, então é isso mesmo que vais ter e vais pagar caro por isso.” - Tu disseste-lhe isso? – Perguntei estando naquele momento a ponto de quase explodir, mas fazendo o que adoro quando me masturbo, prolongar aquele momento até ao limite do insuportável. E aquela história valia bem isso. - Não só disse como fiz. Encostei-a à parede e comecei a acariciar o corpo dela, de cima a baixo, lambendo cada recanto e ouvindo-a suspirar, gemer e tremer de excitação quando o meu toque se concentrou na vagina dela, apenas a largando quando ela se veio. E continuei, deixando a língua e um dos meus dedos repetirem a proeza até novo orgasmo e que não tardou. E depois foi a vez dela inverter os papéis, encostando-me à parede e descendo por mim até enfiar o meu pénis na sua boca e gulosamente o lamber até eu a travar e puxar para mim, para depois a levar até uma das paredes com espelhadas do quarto e a virar de costas para mim e a penetrar, sem reservas. – E parou nesse momento porque o meu orgasmo denunciou-me. - Porque paraste? Logo quando me estou a vir… - Diz-me o teu nome…. – Pediu. - Catarina, muito prazer. - Isso já deu para perceber que tiveste. E tens que idade? - 40. Vá lá continua. - Estava a divertir-me com esta pequena tortura, mas estou a ver que queres mais um orgasmo. - Sim. – Disse eu e desta vez um dos meus dedos entrou dentro da minha vagina e continuei a tocar-me, enquanto aguardava pelo resto da história. - Penetrei-a com força, com a força equivalente ao meu desejo e ao dela. E deu-me um prazer imenso ver o prazer dela reflectido no vidro…as mamas dela balançarem a cada arremetida minha e dou por mim a querer prolongar o prazer dela e o meu. Naquele momento soube que estava a ser pago para foder e o meu objectivo, para além de ter prazer, era dar-lhe esse prazer, mais ainda do que ela poderia estar à espera. E para conseguir fazê-lo, levei-a até à cama e deitei-a e voltei a lamber-lhe a vagina bem molhada e brindou-me com novo orgasmo. Depois deitei-me e deixei que me montasse até se vir de novo e aí foi a vez dela assumir o controlo e lamber-me o pénis até eu me vir na boca dela. -Hmmmm…. – E o meu orgasmo acaba por me fazer estremecer descontroladamente na cadeira e felizmente momentos antes da hospedeira chegar com o nosso pedido. Agradecemos e pouco depois digo-lhe: - Sabes o que me apetecia agora? – Perguntou-me ele. - Sei, foder-me… - Digo sem reservas, retirando a manta de cima de mim e começando a saborear o prato com enchidos e queijos que a hospedeira nos tinha deixado. E depois de um gole no vinho, pergunto-lhe: - E como foi o momento de ela te pagar? – Perguntei ciente de que a pergunta o iria apanhar desprevenido. - Estranho. Tomamos banho juntos e ela voltou a lamber-me o pénis até novo orgasmo. Notava-se que era uma mulher com imenso apetite sexual, mas pelo que sabia contado pela minha mãe, o marido era um empresário com muito pouco tempo para quase tudo e para ela também. E eu devia ter sido mais um. Antes de sairmos do hotel, tirou várias notas da carteira e estendeu-me para a mão. Agradeceu-me e disse-me mais, disse-me que poderia voltar a recorrer aos meus serviços. Não o fez dessa vez pois aquele foi o seu último dia na cidade, mas alguns meses depois, voltou a nossa casa e algo parecido aconteceu. - Sabes o que me apetecia também a mim agora? - Foder. Mas antes disso, falta uma coisa…. – Diz ele.
E sem dizer uma palavra, abro a carteira e passo um cheque com a quantia combinada. Entrego-lhe como se estivesse a pagar um qualquer outro banal serviço mas ciente de que aquilo iria pagar sexo e prazer. E já só me lembro de ouvir, pouco depois a voz do comandante anunciar que dentro de minutos aterraríamos no aeroporto de Malpensa e de sorrir perversamente por saber o que ainda me aguardava.
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