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PRIVATE LESSONS - PARTE III

Foto do escritor: Eva RibeiroEva Ribeiro


E saí do gabinete dele com um sorriso parvo no rosto em direção ao carro. A escola já estava deserta àquela hora da noite e somente o segurança se encontrava à saída quando deixei o edifício. Cheguei a casa num ápice e depois de um banho, já só me lembro de me enrolar nos lençóis e fantasiar com o meu professor de matemática. Nunca revelara a idade que tinha, mas não aparentava mais de 40 anos. Era um homem elegante, preocupado com a sua aparência, mas extremamente discreto. Provavelmente era solteiro, com ou sem namorada, não poderia garantir, mas casado não me parecia, pois não tinha visto qualquer anel no seu dedo. Mas honestamente, eram tudo questões às quais não tinha mínima curiosidade em saber a resposta, até porque a vida pessoal do professor nada me dizia respeito. Naquele momento apenas via nele um meio para atingir um fim, ter efectivamente uma boa nota na cadeira de matemática e nos intervalos, divertir-me um pouco.

E naquele momento, o meu corpo exigia-me que eu fantasiasse com ele… e comecei a imaginar-me deitada sobre aquela mesa redonda no gabinete dele enquanto ele me lambia lentamente a cona, uma e outra vez, até eu me vir. E foi essa imagem que reproduzi, vezes sem conta, na minha mente, enquanto me masturbava por baixo dos lençóis, dando uso ao meu vibrador preferido e que já saía bem molhado de dentro de mim, enquanto acariciava demorada e simultaneamente um e outro mamilo…até atingir o orgasmo que precisava, que me fez tremer o corpo todo e finalmente conseguir sossegar e adormecer.


Acordei no dia seguinte já um pouco mais tarde do que o habitual, já só tendo tempo para um banho rápido. Escolhi uma lingerie de cor clara e um vestido primaveril de alças florido e que apenas optei por cobrir com um casaco fino. Sandálias de salto alto, uma pasta com um caderno, o pc portátil, um pequeno estojo e claro, ao ombro a carteira para todos os outros acessórios que eram obrigatórios levar.

Comi algo rápido no bar da faculdade e quase corri para a primeira aula, que por acaso era a de matemática. Fui a última a entrar e já só havia lugar na última fila. Tentei passar entre as mesas, o mais discretamente que consegui, e sentei-me na última carteira da sala. Nem de propósito, o professor havia regressado às equações e, para meu espanto quis avaliar a turma nesta matéria e colocou três equações no quadro para resolvermos. Sentou-se pouco depois na secretária e esperou que os alunos as resolvessem, podendo abandonar a sala após as terem terminado. Deviam ter passado cerca de 5 minutos quando decidiu circular pela sala, tentando perceber quem poderia ter dificuldade na resolução das equações, se havia dúvidas e sei que a terceira razão era eu, mas fingi estar atenta às equações que estava a resolver, por sinal, com extrema facilidade.

Antes de ele chegar perto de mim, cruzei as pernas por baixo da mesa e subi ligeiramente o vestido. O decote do vestido de alças era revelador e sei que quando se aproximou de mim, ficou a olhar…e notando isso devolvi o olhar e percebi a erecção que exibia por baixo das calças.

- Professor…importa-se de me ajudar. Tenho dúvidas nesta equação. – Disse e sei que ele me agradeceria mais tarde por isso, porque não iria ser muito aconselhável andar pela sala com aquela erecção.

- Sim, diz Cláudia? – E puxou uma cadeira para perto de mim e fingi apontar para a equação que estava já resolvida e escrevi a lápis algo que não ajudou: “ tenho tanta vontade de lamber esse caralho, professor…pode ser o meu prémio por já saber fazer equações.”


Vi-o sorrir, timidamente, evidenciando claros sinais de tensão que a seguir tentou camuflar quando tentou fingir explicar-me o que não precisava ser explicado para se recompor do efeito provocado.

E depois foi a vez de o ver escrever:

- Tem de ser assim Cláudia, ora repara: “…e se o fizeres bem, serás recompensada com….”. Entendeste? – Perguntou ele voltando à postura que lhe era habitual, mais fria, mais distante, mais do professor que eu conhecia e que me fez trincar o lábio, num sinal de excitação.

- Sim, entendi. Obrigada.

E a aula terminou e já eram poucos os alunos que estavam na sala. Optei por não ser a última e ainda antes de me aproximar da secretária dele, já os olhos dele estavam fixos em mim.

- Que tal correu? – Perguntou ele quando pousei a folha de prova.

- Creio que melhor do que esperava. – E saí sabendo que ele ia ler o post-it que tinha deixado na folha que lhe tinha entregue. “10 minutos depois da última aula vou ter ao seu gabinete.”


A verdade é que o tempo não passava de maneira nenhuma, e depois de 3 aulas, que naquele dia em particular me parecerem extremamente entediantes, finalmente chegara a tão desejada hora: a da saída. Saí como uma flecha em direção á casa de banho. Retoquei a pouca maquilhagem que uso, e saí, subindo dois lanços de escadas apressadamente e depois percorri um longo corredor que, àquela hora da noite, estava já pouco iluminado. Finalmente diante da porta do gabinete dele, paro, tento acalmar-me e só depois toco à porta.

- Entra Cláudia. – Diz ele, já sabendo perfeitamente que só podia ser eu.

E quando a porta se fecha fiquei encostada à porta e só depois prossegui pousando as minhas coisas em cima da mesa redonda.

- Cláudia, o que aconteceu na aula não se pode repetir….é demasiado arriscado…para mim, para ti, para ambos. – Disse ele enquanto vinha ao meu encontro.

- Professor, eu não tive culpa. O professor já estava excitado antes de falar comigo e se eu não tivesse falado consigo, aí sim ia ser mais complicado, porque se notava….. Por isso, lamento mas, desta vez, não tive culpa. – Disse com o meu ar absolutamente cândido, mas ao mesmo tempo provocador.

- Sabes qual vai ser o teu castigo por me te teres excitado daquela forma? – Perguntou-me fingindo estar a ameaçar-me.

- Não…mas está a dizer-me que vou ser castigada sem ter culpa? – Perguntei devolvendo a falsa ameaça.

- Tens culpa…e sabes bem disso…e vou fazer-te pagar bem caro por isso.

- Fecho a porta à chave ou não? – Perguntei.

E não me dando tempo para responder, encosta-me à porta e dá-me um beijo sôfrego enquanto fecha a porta e desliga a luz, ficando nós apenas iluminados por um pequeno candeeiro de mesa de cor alaranjada.

- Com esta luz não vou conseguir ver os números. – Disse eu fazendo de propósito para o levar ao limite com tantas provocações.

- Cala-te e tira as cuecas. – Obedeci, sorrindo e mordendo o lábio.

Passei por ele e demoradamente tirei as cuecas que trazia e coloquei-as em cima da mesa, ficando de costa para ele.

- Só as cuecas, professor? É que o soutien está a apertar-me um pouco e a verdade é que posso deixar o vestido, na mesma. - Provoquei ainda mais.

- Sim, hoje a explicação vai ser contigo sem roupa interior. – Informa-me ele, vindo na minha direção.

- Hmmm…eu acho que assim não vou conseguir aprender nada. – E quando disse isto já ele está bem perto de mim…com o corpo dele junto ao meu.

- Estás enganada Cláudia, desta vez tu vais aprender muito mais…

2 comentários


Eva Ribeiro
Eva Ribeiro
11 de fev. de 2020

Sempre atento Carlos Norte... 😈 Os papéis que se invertem, por vezes levam-nos a aprendizagens fabulosas. Obrigada pela sua partilha.

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Membro desconhecido
11 de fev. de 2020
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